Convento dos Capuchos de Nossa Senhora da Piedade / Igreja de Nossa Senhora da Conceição / Centro Cultural Costa Azul

IPA.00020051
Portugal, Setúbal, Almada, União das freguesias de Caparica e Trafaria
 
Convento franciscano capucho composto por igreja e zona coventual a desenvolver-se no lado esquerdo e posterior. Igreja de planta retangular composta por nave antecedida por galilé, capela adossada ao lado direito e capela-mor da mesma largura, com coberturas diferenciadas em falsas abóbadas de berço, e iluminada pelos vãos rasgados na fachada lateral e na principal. Fachada principal com cunhais de pilastras rusticadas, rematados por pináculos, a igreja terminada em empena, com os vãos rasgados em eixo, compondo motivo serliano de acesso à galilé, com portal axial de verga reta, o janelão do coro abatido e nicho. A galilé ostenta silhares de azulejos reproduzindo padrões de tapete seiscentistas, e de azulejos figurativos, com de traço fino. Lateralmente dispõem-se panos simétricos, o da direita correspondendo a capela, e o da esquerda à portaria, terminados em empena recortada e com janela abatida com cornija contracurva. Interior com coro-alto sobre a galilé, possuindo guarda de balaústres torneados, tendo no lado do Evangelho dois vãos de confessionários embutidos e púlpito quadrangular. Arco triunfal de volta perfeita assente em pilastras toscanas. Na capela-mor existe sobre o supedâneo retábulo-mor em talha dourada, de planta reta e um eixo, de transição do barroco nacional para o joanino. O convento de linhas despojadas e traçado simples, desenvolve-se em torno de claustro posterior à igreja, com primeiro piso de arcadas, sobre pilares, e o superior com terraço, arcada ou fechado, tendo o interior espacialmente muito adulterado. O convento possui na cerca jardim formal de buxos com estrutura de embrechados, ladeado por bancos também com embrechados e miradouro. Atualmente o convento constitui um polivalente e cultural, dedicado essencialmente à música, consagrado, onde se realiza o Festival Internacional de Música dos Capuchos, e dotado de salas de exposição.
Número IPA Antigo: PT031503020043
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Religioso  Convento / Mosteiro  Convento masculino  Ordem de São Francisco - Franciscanos Capuchos (Província da Arrábida)

Descrição

Planta retangular irregular, formado pela igreja, composta por nártex, nave e capela-mor, da mesma largura e altura, com portaria e sacristia paralelas à fachada lateral esquerda, a capela de Santana adossada à direita da galilé, e pela zona regral desenvolvida à volta do claustro quadrangular na fachada posterior. Volumes articulados com coberturas diferenciadas em telhados de duas águas na igreja, de três águas no claustro, de uma água na capela, rematadas em beirada simples ou dupla, e em terraço sobre os corpos adossados à esquerda. Fachadas rebocadas e caiadas. Fachada principal virada a SE., de três panos definidos por pilastras rusticadas, as da igreja coroadas por pináculos tipo pera sobre acrotérios, e com soco igualmente rusticado. O pano central, da igreja, termina em empena contracurva, com várias cornijas, sobreposta por elementos volutados e cruz latina de braços quadrangulares. É rasgada por acesso à galilé, com motivo serliano sobre quatro colunas e duas pilastras exteriores, sobrepujado por janelão de verga abatida e moldura encimada por cornija ondulada, e nicho em arco de volta perfeita, envolvido por elementos vegetalistas relevados, albergando imagem de Santo António. O janelão é ladeado por duas cartelas retangulares, de topos curvos, com as armas da Ordem Franciscana, à esquerda, e as armas dos Távoras, à direita. A galilé, fechada por portões de ferro, possui interiormente pavimento em cantaria, cobertura em falsa abóbada de berço abatido, de estuque, e as paredes revestidas por painéis de azulejo, de padrão e, frontalmente de composição figurativa, com cenas da vida de São Francisco. Em frente, abre-se o portal axial da igreja, de verga reta e moldura simples, e lateralmente portais de verga abatida, o da esquerda de acesso à portaria e o da direita à capela de Santana. Os panos laterais, semelhantes, terminam em empena recortada, com cornija e são rasgados por janela de peitoril, ao nível do segundo piso, de moldura encimada por cornija contracurva. Fachada lateral esquerda com o corpo paralelo à igreja de um piso, terminado em platibanda plena, capeada a cantaria, ritmada por gárgulas, para escoamento de água do terraço superior, e rasgada por janelas de peitoril de verga reta e uma de verga abatida, com caixilharia de guilhotina, e, no topo dois portais, de verga reta, um deles dando acesso ao claustro. Fachada lateral direita da igreja rasgada por duas janelas retangulares de moldura simples. Zona regral desenvolvida à volta do claustro, com fachadas de dois pisos, terminadas em cornija de betão, e rasgadas por vãos retilíneos de molduras simples, correspondendo a portas e a janelas de peitoril, com caixilharia de guilhotina. Na fachada lateral esquerda existe passadiço ao nível do segundo piso de ligação ao jardim e, no ângulo posterior da fachada oposta, existe pano saliente, coroado sobre a cobertura por ampla chaminé facetada. Perto desta existe uma outra chaminé, cilíndrica, mais estreita, e de diferentes secções sobrepostas, existindo uma outra sobre a fachada esquerda. INTERIOR com as paredes rebocadas e pintadas de branco. Igreja com silhar de azulejos policromos de padrão, pavimento em cantaria e cobertura em falsa abóbada de berço, de estuque. Coro-alto sobre a galilé, com guarda em balaustrada e acedido por porta de verga reta no lado do Evangelho. O portal é ladeado por pia de água benta concheada. No lado do Evangelho existem dois confessionários embutidos, de verga reta, e o púlpito, de madeira, com guarda plena, decorada por frisos relevados, acedido por porta de verga reta a partir de porta inferior ou do corredor que se desenvolve paralelo à igreja e que permite aceder também ao coro. No topo da nave surgem dois nichos confrontantes, de perfil curvo, albergando imaginária. Arco triunfal de volta perfeita sobre pilastras, com chave relevada. A capela-mor integra no pavimento a lápide sepulcral do padroeiro e fundador do convento, Lourenço Pires de Távora, e o supedâneo é delimitado por teia em madeira, decorada com motivos lanceolados e florões. Retábulo-mor em talha dourada de planta reta e um eixo definido por duas colunas de fuste torso, ornado de pâmpanos, sobre mísulas e de capitéis coríntios, que se prolonga numa arquivolta, com chave relevada. Ao centro abre-se nicho em arco, de volta perfeita, ornado de motivos vegetalistas, sobre pilastra, interiormente com apainelados de pâmpanos, albergando mísula com imaginária. A estrutura remata em espaldar retilíneo, ornado de acantos e um coronel sustentado por anjos, encimado por baldaquino quadrangular. Banco com apainelado de acantos. Altar paralelepipédico com frontal marcado por sanefa e sebastos, ornado de motivos vegetalistas com escudo contendo estrelas. Superiormente, abre-se óculo circular, moldurado. CAPELA DE SANTANA de espaço único, com parede testeira rasgada por nicho e com altar em madeira. CONVENTO com claustro de quadra quadrangular, com alas de dois pisos, o inferior definido por arcadas de volta perfeita, assentes em pilares toscanos, e o superior com duas alas opostas rasgadas por três janelas retilíneas, uma terceira ala formando terraço, para onde dão vários vãos, e a disposta a NO. sobreposta por galeria para onde se abrem arcos abatidos sobre colunas, assentes em murete; as duas últimas alas possuem gárgulas em forma de peixe em louça (antes das obras vidradas a azul). Ao nível do piso térreo, as alas possuem silhar de azulejos, azuis e brancos, de padrão fitomórfico, pavimento em cantaria e cobertura em falsa abóbada de lunetas; quadra pavimentada a cantaria. As várias dependências do primeiro piso possuem falsas abóbadas de berço abatido, de estuque; uma das salas à esquerda da igreja conserva o remate recortado com cornija e a bacia do antigo lavabo da sacristia. O segundo piso possui amplas salas, com pavimento de madeira ou em tijoleira, e cobertura de madeira em masseira ou falsas abóbadas de berço abatido, conservando parte da abobadilha de tijolo aparente. Duas delas possuem lareiras em cantaria decorada.

Acessos

Monte de Caparica; Lugar do Outeiro do Funchal; Capuchos; Largo do Convento; Rua Lourenço Pires de Távora

Protecção

Inexistente

Enquadramento

Peri-urbano, no cimo de monte, situado na crista da Arrábida fóssil, junto a miradouro. A cerca fica sobre a faixa atlântica da Costa da Caparica, domina a E. a serra da Arrábida e o Castelo de Palmela, a N. Lisboa e a serra de Sintra, a SO. o cabo Espichel, a O. a torre de São Julião, Bugio e a baía de Cascais. Fronteiro ao templo, abre-se vasto terreiro, sobrelevado à estrada de acesso, acedido por escadaria ladeada por murete com pináculos e argolas para prender os animais. À esquerda tem muro com portão rasgado junto ao edifício que dá acesso para a antiga cerca, com arvoredo, nichos e tanque com bica de água canalizada que flui de mina existente a pouca distância do convento.

Descrição Complementar

A galilé possui lateralmente silhar de azulejos com dois registos de padrão fitomórfico e, em frente, sobre um registo de padrão, dois painéis figurativos, com cenas da vida de santos franciscanos, provavelmente de Santo António. A lápide da sepultura da capela-mor tem a inscrição "SEPULTURA DE LOURENÇO PIRES DE / TAVORA DO CONSELHO DO ESTADO DEL- / REI D. SEBASTIÇO O I DESTE NOME INS- / TITUIDOR E PADROEIRO DESTA CASA. / FALECEU DE IDADE DE 63 ANOS A / 15 DE FEVEREIRO NO ANO DE 1573 / AVENDO CINCO SEMANAS Q. DESCANSAVA / EM SUA CASA DE MUITOS SERVIçOS Q. FEZ A ESTE REINO NA PAZ E NA GUER- / RA E NA ASIA AFRICA E EUROPA". No Museu do Convento destaca-se uma pedra com as antiquíssimas armas de Portugal, com as cinco quinas dispostas em cruz, vinda do Chafariz do Pombal (v. IPA.00010271). A S. do convento desenvolve-se numa cota bastante sobrelevada jardim de planta quadrangular, com buxos recortados, contendo ao centro fonte circular e para onde convergem vários caminhos. A S. tem como fundo oratório retangular, interiormente revestido de embrechados, e com nicho albergando imagem de Santo António, flanqueado por alto muro, com bailéu e espaldar de embrechados. Nas imediações existe miradouro recente, de planta irregular composta de formas ortogonais, com massas dispostas na horizontal. Possui fachadas rebocadas e pintadas de branco, com embasamento, cunhais, remate e molduras dos vãos revestidos a embrechados de pedras. Os vários panos são rasgados por vãos, de diferentes dimensões, em arco, de volta perfeita, abatida ou em asa de cesto. No INTERIOR tem pavimento cerâmico e coberturas em falsas abóbadas de berço abatido ou em cruzaria na zona de cruzamento dos panos, alguns com bancos. No bloco principal, formado por corredor, o pano de fundo possui nicho, em arco de volta perfeita, com moldura de embrechados, e com painel de azulejos representando a imagem da Virgem relevada.

Utilização Inicial

Religiosa: convento masculino

Utilização Actual

Cultural e recreativa: edifício multiusos

Propriedade

Pública: municipal

Afectação

Sem afetação

Época Construção

Séc. 16 / 17 / 20 / 21

Arquitecto / Construtor / Autor

ARQUITETO: João Lucas Dias (2000 - 2001). JARDINEIRO: António Pereira. MESTRE DE OBRAS: António Gouveia. PEDREIRO: Elpídeo Ferreira (pedreiro dos embrechados artísticos do claustro, dos jardins, do miradouro, da fachada e da estufa).

Cronologia

1558 - fundação e construção do convento com invocação a Nossa Senhora da Piedade, integrado na Ordem dos Franciscanos Arrábidos, ordenada por D. Lourenço Pires de Távora (1510-1573), da família nobre dos Távora, 4º senhor da Casa e Morgado da Caparica, nascido em Almada, homem de armas e diplomata ao serviço de Portugal, que passa a ser seu padroeiro; a construção é de linhas simples, com as celas nos sobrados e as restantes dependências na parte inferior, nas traseiras da igreja; construção de uma ermida, na cerca do convento, de invocação ao Apóstolo São Pedro, para as orações particulares dos religiosos; a comunidade religiosa é protegida pelos padroeiros do convento, donos das quintas da região e pelo próprio rei D. Sebastião que concede aos freires o privilégio de se abastecerem de lenha dos seus pinhais de Caparica; 1560 - o papa Pio IV concede ao altar-mor as mesmas indulgências de que usufruíam as igrejas de São Gregório de Roma e de São Sebastião de extra-muros da mesma cidade; 1573 - falecimento do instituidor do convento que, cinco semanas antes da sua morte, se tinha recolhido nele; 1618 - renovação dos dormitórios; 1630 - obras de ampliação e beneficiação com re-edificação do imóvel, provavelmente incluindo a fachada principal, com acrescento do coro-alto e do nártex com uma serliana e que, para além do símbolo dos Franciscanos e das armas dos Távoras, passa a ter duas janelas laterais e, ao centro, um nicho; revestimento do nártex com azulejos e feitura do púlpito da igreja, da responsabilidade do Provincial Frei Lourenço da Madre Deus (Arcos, 1972); 1755, 01 novembro - terramoto causa grave destruição do convento, à exceção da frontaria; séc. 18 - é padroeiro do convento José Menezes Távora; 1778 - data inscrita no painel de azulejos do portal de acesso ao jardim sobrelevado da cerca; 1779 - os frades passam a assegurar uma "escola de ler, escrever e contar" onde afluem jovens das aldeias vizinhas; 1834 - extinção das Ordens religiosas e sequente declínio do convento e desaparecimento dos azulejos do nártex; residem, então, no convento, apenas 9 frades, passando a tutela para a responsabilidade do Juiz do Povo da Freguesia; supressão do convento devido ao baixo número de frades residentes e a ter sido considerado inútil; 1872 - nacionalização dos bens do convento; sécs. 19 - 20 - sofre longas vicissitudes que levam à ruína da ermida de São Pedro juntamente com o convento, ficando apenas alguns vestígios, que possibilitam o posterior levantamento das paredes deste, no mesmo local; é ocupado, ao longo dos anos, por pastores e agricultores da região com pastagens nas imediações, tendo passado por várias transmissões; 1925 - desaparecimento dos azulejos da igreja; 1950 - compra de toda a parte rústica e urbana da propriedade do antigo convento dos Capuchos, pela Câmara Municipal de Almada ao então proprietário Virgílio Alves Xavier; 1952 - data das imagens do interior da igreja e da talha dourada do altar, oferecidos pelo Dr. João Couto, então Diretor do Museu Nacional de Arte Antiga; 18 outubro - regresso das ossadas do instituidor e padroeiro do convento e seu sepultamento à entrada da capela-mor; 1960 - 1970, décadas - construções nos jardins, época de imagens de santos e outras obras expostas, resultado de ofertas provenientes de monumentos demolidos de Almada e Lisboa, tendo algumas obras sido realizadas por mestre de obras e pedreiros; 1982 - data inscrita sobre um dos arcos do miradouro recente, possivelmente assinalando a sua construção; 1984 - elaboração de um convénio entre o Museu Municipal de Almada e o Centro de Arqueologia de Almada; início da fase de estruturação e instalação no convento do Museu Municipal de Almada; 2000, 13 maio - assinatura do auto de consignação que marca o início das obras de restauro, consolidação e ampliação do convento; 2000 - início da requalificação do convento pela Câmara Municipal de Almada.

Dados Técnicos

Sistema estrutural de paredes portantes.

Materiais

Pedra: saibros, areia, brita, mármore, calcário vidraço, granito; alvenaria: de pedra calcária, de tijolo; reboco; betão: armado, pré-esforçado, cimento hidrófugo; cerâmica: azulejos, grés, ladrilhos, tijoleira para paredes e para pavimentos, telha encarnada; vidro: simples; madeira: pinho, exótica, outras, aglomerados, contraplacados; metal: ferro fundido, placas zincadas; produtos sintéticos: lã de vidro, impermeabilizantes, ladrilhos vinílicos, plástico; aglomerado negro de cortiça.

Bibliografia

ARCOS, Conde dos - Caparica através dos Séculos, s. l., 1972, vol. 1; ARCOS, Conde dos - Caparica através dos Séculos - Roteiro, s. l., 1974, vol. 2; Al-Madan, n.ºs 4-5, Almada, novembro, 1984, 1985; Cláusulas especiais e complementares. In Processo de Concurso - Centro Cultural da Região de Turismo Costa Azul / Convento dos Capuchos, Pastas 1 e 2 de 24 / 99, O2.01.04.10.06, D.O.M.H.-D.O., CMA, Almada, 1999; Diário de Notícias, Lisboa, 17 de outubro de 1989; CRUZ, João Luís da - O Convento dos Capuchos da Costa da Caparica. Cacilhas: 1954; Convento dos Capuchos, folheto turístico. Almada: C.M.A., 2001; DUARTE, Ana - Igrejas e Capelas da Costa Azul. Setúbal, s. d..

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID; C.M.A.: D.O.M.H.

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID, SIPA; C.M.A.: arquivo interno (edifício 46, rolo 38)

Documentação Administrativa

C.M.A.

Intervenção Realizada

1952 - obras de restauro por iniciativa do Oficial da marinha de Guerra, Comandante Luís de Sá Linhares (ARCOS, 1972), presidente da autarquia; reconstrução quase total do edifício, apagando muitos vestígios do antigo convento, incluindo a pedra de armas dos Távoras que se apresenta hoje diferente da construída inicialmente; substituição da antiga pintura do fundo do nártex por dois painéis de azulejos representando sermões de Santo António, oferecidos pelo coronel Luciano Alves; refaz-se o coro, o púlpito, os claustros; colocação de silhar de azulejo nos interiores, imitando painéis dos séculos 17 e 18; 1954 - obras de restauro do convento, beneficiação das instalações sanitárias, da água e da luz, abertura de novos caminhos de acesso, perpendiculares à estrada nacional de ligação entre Cacilhas e a Costa; CMALMADA: 1984 - dotação de equipamento para climatização e sistema de deteção de incêndios; 2000 / 2001 - obras de recuperação, consolidação, reabilitação e ampliação do convento, mantendo-se a traça original, pretendendo-se conciliar o respeito pelo imóvel pré-existentente e melhorar as condições de fruição para as visitantes, com projeto do arquiteto João Lucas Dias; procede-se a obras de conservação estrutural; refreamento de fissuras; picagem de revestimentos antigos e execução de novos; fundações e estruturas em betão armado no espaço da entrada com concretização das lajes de piso e esteira; execução de nova cobertura para a capela; restauro e substituição de suporte e frechais da cobertura em madeira; consolidação e estabilização do cunhal NE. do edifício; feitura de escada metálica, integrada na área de lajes para acesso ao segundo piso; restauro do retábulo-mor de talha, do vitral da janela central e do painel de azulejos junto à entrada da capela; execução e colocação de instalações e equipamento de águas e esgotos, equipamentos elétricos e telefónicos, equipamento de segurança; execução de arranjos exteriores envolventes ao convento; remoção do silhar de azulejos, com faixa circular, das paredes das galerias, o jarrão com embrechados policromos, de inspiração em um desenho quase apagado encontrado na ruína da parede da galilé, servindo o jarrão de base a um repuxo; substituição de tijoleiras antigas por modernas, lajes de cantaria antigas por placas de mármore e pintura de branco das gárgulas do claustro; construção de um edifício novo composto por uma sala polivalente, arrecadações e instalações sanitárias.

Observações

*1 - Em 1972 encontravam-se na Capela de Nossa Senhora da Conceição (Costa de Caparica) algumas imagens, quadros e móveis que pertenceram ao extinto Convento dos Capuchos (ARCOS, 1972).

Autor e Data

Albertina Belo 2001

Actualização

 
 
 
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