Cemitério do Alto de São João

IPA.00023321
Portugal, Lisboa, Lisboa, Penha de França
 
Cemitério oitocentista construído para servir as populações da zona, de composição socioeconómica mais desfavorecida, sendo, por isso, considerado o grande cemitério popular de Lisboa. Apresenta uma filiação no romantismo francês, verificável pelo grande impacto arquitetónico dos jazigos-capela neogóticos e da profusão da escultura funerária de grandes dimensões e expressividade. A sua planta segue o modelo do cemitério parisiense Père-Lachaise, na sua primeira fase, ocupava apenas o núcleo central do atual recinto, que se desenvolveu em etapas, inicialmente para a área noroeste, mantendo a sua malha ortogonal. Apenas na segunda metade do século 20 se estendeu para este e sudeste. Foi o cemitério escolhido pelos Republicanos para homenagear os seus heróis, nele foram sepultados os regicidas, as vítimas da revolução repúblicana em monumentos levantados pelos beneméritos da cidade, assim como nele repousam também diversas figuras públicas republicanas, os soldados mortos em combate na I Guerra Mundial, opositores ao regime de Salazar, entre muitos outros.
Número IPA Antigo: PT031106411111
 
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Registo

 
Conjunto arquitetónico  Edifício e estrutura  Funerário  Cemitério    

Descrição

Existência de uma estátua em homenagem ao Soldado Desconhecido.

Acessos

Rua Morais Soares; Parada do Alto de São João; Avenida Afonso III. WGS84 (graus decimais) lat.: 38,730236, long.: -9,121780

Protecção

Em vias de classificação / inclui o Jazigo Viscondes de Valmor (IPA.00035920)

Enquadramento

Urbano. Cercado por muro alto.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Funerária: cemitério

Utilização Actual

Funerária: cemitério

Propriedade

Pública: municipal

Afectação

Época Construção

Séc. 19

Arquitecto / Construtor / Autor

ARQUITETO: Álvaro Augusto Machado (1900). ESCULTOR: Maximiano Alves (1933).

Cronologia

1833, junho - criação do Cemitério do Alto de São João, na sequência da violenta epidemia de cólera morbus que grassou em Lisboa, provocando milhares de mortos; 1841 - inauguração oficial do cemitério; inicialmente compreendia apenas os lotes centrais, respeitanto um traçado ortogonal; 1900 - construção do Mausoléu Valmor, pelo arquitecto Álvaro Augusto Machado; 1914 - a Associação do Registo Civil e Livre Pensamento adquire a concessão de um terreno no cemitério para erigir um monumento à memória dos regicidas; 1933 - colocação da estátua ao Soldado Desconhecido, de Maximiano Alves; séc. 20, primeira metade - primeira expansão do cemitério, para noroeste, em talhões que respeitam a malha ortogonal preexistente; 2016, 13 outubro - é publicado o Edital n.º 96/2016, de 3 de outubro, da Câmara Municipal de Lisboa, classificando como Monumento de Interesse Municipal, o jazigo dos Viscondes de Valmor, Boletim Municipal n.º 1182; 2016, 19 janeiro - publicação de abertura do procedimento de classificação do Núcleo Histórico do Alto de São João, em Anúncio n.º 13/2016, DR n.º 12, 2.ª série.

Dados Técnicos

Materiais

Bibliografia

FERREIRA, Rafael Laborde, VIEIRA, Victor Manuel Lopes, Estatuária de Lisboa, Lisboa, Amigos do Livro, Lda., 1985; PEDREIRINHO, José Manuel - Dicionário de arquitectos activos em Portugal do Séc. I à atualidade. Porto: Edições Afrontamento, 1994.

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DREL/DRC

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

Observações

EM ESTUDO

Autor e Data

João Machado 2005

Actualização

 
 
 
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