Fortaleza dos Reis Magos
| IPA.00024414 |
| Índia, Goa, Goa Norte, Goa Norte |
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| Forte marítimo construído na segunda metade do séc. 16, pelos portugueses, composto por forte, edificado no cimo da elevação, e por uma obra exterior, tipo cauda de andorinha, ao longo da encosta e com duas baterias largas em socalcos, de modo a atingir e dominar a zona ribeirinha, conforme defendido pela tratadística militar. A construção do forte teve início entre 1551 e 1554, pelo vice-rei D. D. Afonso de Noronha, sobre antiga fortificação asiática, sendo designada por Forte Real, recebendo melhoramentos em finais da centúria, sob impulso do governador Manuel de Souza Coutinho e com obras atribuídas a João Baptista Cairato, e reformas no século 17 e início do 18. O forte apresenta planta triangular irregular, composto por um baluarte, um meio baluarte e um baluarte de ângulo flanqueado reto e bastante largo, virado ao rio, a partir do qual se desenvolve uma obra exterior, tipo cauda de andorinha, com longos ramais convergentes, rematados por dois baluartes e redente central, com duas baterias escalonadas, separadas por espaço aberto, a inferior de construção posterior e acasamatada, com canhoneiras a bater o rio. Possui os paramentos em talude, com a escarpa em cantaria, bastante acentuada no baluarte norte, terminados em cordão e parapeito liso ou com canhoneiras, interiormente circundado por adarves, lajeados, e tendo no ângulo flanqueado das estruturas extremas guaritas cilíndricas. A porta fortificada abre-se na gola do baluarte de ângulo flanqueado retilíneo, em arco de volta perfeita e aduelas largas, de modinatura tipicamente quinhentista, encimado pelas armas de Portugal e inscrição alusiva à construção, em cantaria calcária nacional, atualmente incompleta, com transito abobadado contendo bueiras. No interior conserva dois edifícios que serviram de quartel, um sobre a entrada e outro adossado à cortina, com fachadas de um e dois pisos, respetivamente, rasgadas por vãos retilíneos, bem como a casa do governador, de planta quadrangular e fachadas de dois pisos, o superior acedido diretamente por escada frontal, com porta protegida por alpendre e janelas de sacada. A comunicação entre o forte e a obra exterior é feita por porta no baluarte retilíneo da entrada e por escadas desenvolvidas ao longo dos ramais, as quais são prolongadas em estruturas alteadas desde a bateria alta para a bateria mais baixa, normalmente denominada por "couraça", protegidas por duplo parapeito, existindo ainda túneis e escada de ligação entre as duas baterias, bem como escadas da bateria baixa às casamatas inferiores. Sobre a bateria alta erguem-se dois edifícios alpendrados. |
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| Número IPA Antigo: IN931101000018 |
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| Registo visualizado 112 vezes desde 27 Julho de 2011 |
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Edifício e estrutura Edifício Militar Forte
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Descrição
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| Planta poligonal composta por duas obras triangulares irregulares interligadas: o forte, no topo do esporão, formada por um baluarte no vértice norte, um meio baluarte no vértice poente, e um baluarte com o ângulo flanqueado reto e bastante largo, no vértice sudeste, possuindo orelhão curvo a defender a entrada; e uma obra exterior tipo cauda de andorinha, implantado na encosta do esporão, com dois baluartes laterais e um redente central, possuindo bateria acasamatada no plano inferior e mais próximo da linha de água. As estruturas apresentam paramentos em talude, com escarpa em cantaria, terminados em cordão e parapeito com canhoneiras ou em parapeito liso, interiormente circundados por adarves, pavimentados a cantaria, possuindo no ângulo flanqueado do baluarte e meio baluarte da cidadela e dos baluartes da bateria baixa da cauda de andorinha guaritas, de corpo cilíndrico, coberto em domo sobre cornija, e rasgadas por três frestas de tiro. FORTE: o acesso faz-se na face nascente do baluarte sudeste, por porta em arco de volta perfeita, de aduelas largas e regulares, encimada por moldura retangular, em cantaria calcária, contendo parte das armas reais de Portugal. INTERIOR: a partir da porta desenvolve-se transito, de pavimento inclinado, lajeado, com paramentos rebocados e pintados de branco e cobertura em abóbada de berço abatido, possuindo a meio bueiras. No seu término, existe espaço acasamatado, com abóbada de berço abatido, permitindo a ligação entre os dois recintos fortificados, ao interior da obra cauda de andorinha, por vão de verga reta, com porta gradeada, e ao pátio principal da cidadela por amplo arco abatido. O pátio principal é pavimentado a lajes de cantaria, tendo, no topo nordeste longa rampa, exteriormente ladeada por escadas, protegidas por guarda plena, de acesso ao baluarte e ao adarve do recinto. As baterias do baluarte e do meio baluarte são pavimentadas a cantaria e possuem várias bocas de fogo, assentes em reparos de madeira ou plintos de cantaria. Sobre a obra da entrada ergue-se edifício destinado a QUARTEL E PAIOL, atual GALERIA DE ARTE, acedido por escada de cantaria desenvolvida paralelamente, em leque. Tem planta retangular, cobertura em telhado de quatro águas e as fachadas rebocadas e pintadas de branco, terminadas em dupla cornija com alto friso intermédio e aba corrida de madeira, rasgadas por vãos retilíneos, quatro a sul, três a norte e duas nas restantes fachadas, algumas encimadas pro cornija reta. A sudoeste, adossado à cortina, entre o meio baluarte e a o baluarte sudeste, existe um outro QUARTEL, de planta retangular e cobertura de quatro águas. Tem fachadas de dois pisos, terminadas em cornija ou dupla cornija e aba corrida, sendo o primeiro em cantaria e o segundo rebocado e pintado de branco, rasgado por vãos retilíneos, os do segundo piso correspondendo na fachada virada a nordeste a janelas de sacada, com guarda em ferro, protegidas por pequenos alpendres de chapa metálica. No interior, de espaço amplo, possui pavimento em cantarias, paredes rebocadas e pintadas de branco e cobertura de madeira, em gamela, com grandes traves do mesmo material. A poente dispõe-se a CASA DO GOVERNADOR, atual GRAF CENTER, de planta quadrangular e cobertura de quatro águas. Tem fachadas de dois pisos, rebocadas e pintadas de branco, terminadas em aba corrida e rasgadas por vãos retilíneos, correspondendo os do piso superior a janelas de sacada, com guarda em ferro, protegidas por pequenos alpendres de chapa metálica. A fachada principal, virada a sudeste, possui acesso direto ao segundo piso, por escada de cantaria em leque, com guarda pintada de branco, tendo a porta protegida por alpendre quadrangular, coberto por telhado, apoiado em dois pilares. Sobre parte do meio baluarte poente, ergue-se pequeno edifício retangular, com cobertura de duas águas, igualmente com as fachadas rebocadas e pintadas de branco, terminadas em cornija e beirada tripla e rasgadas por vãos retilíneos, protegidas por alpendres metálicos. A OBRA TIPO CAUDA DE ANDORINHA tem os ramais desenvolvidos ao longo da encosta, um em direção a sudeste e outro a sul, com as faces internas percorridas por duas escadarias, de 124 degraus, a vencer o declive do terreno e formando ângulo contornando os baluartes, protegidas com guarda plena de cantaria. A frente da obra é formada por duas baterias, pavimentadas a cantaria, separadas por espaço aberto, mas comunicando pelas escadarias sobre os baluartes e por larga escada central, ladeada por dois contrafortes. Sob os extremos da bateria alta existem ainda túneis de ligação entre os recintos, em arco de volta perfeita, ladeados por canhoneiras rasgadas a meio das estruturas terminais das escadas dos ramais. Na bateria alta erguem-se dois EDIFÍCIOS DE APOIO, de planta retangular, com cobertura em telhado de quatro águas assentes em possantes pilares quadrangulares. Têm fachadas de um único piso, rebocadas e pintadas de branco, tendo parte fechada e as faces viradas ao interior abertas, formando alpendre coberto. Nos extremos da bateria baixa desenvolvem-se escadas de acesso às casamatas sob a mesma, passando sob os contrafortes, que fazem arco. É formada por sete casamatas abobadadas, rasgadas por canhoneiras viradas ao rio, acedidas por amplos arcos de volta perfeita e interiormente com abóbadas de berço, e pavimento de cantaria. |
Acessos
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| Goa Norte, Bardez, Verem, Goa 403114. WGS84 (graus decimais) lat.: 15,496503, long.: +73,809000 |
Protecção
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| Monumento Protegido do Estado indiano de Goa *1 |
Enquadramento
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| Fluvial, isolado e destacado, no topo plano de um esporão, a 20 metros do nível das águas, e prolongado na encosta sul até ao rio Mandovi, na sua margem direita, com uma grande dominância de vistas e fogos sobre o rio e suas margens *2. O acesso ao forte é precedido por rampa, pavimentada a cantaria, desenvolvida na encosta arborizada, vedada por portão. No interior do pátio principal, a casa do governador é ladeada por pequenos canteiros, e a cortina virada a norte é coberta por hera. No espaço entre as duas baterias da obra tipo cauda de andorinha existem várias palmeiras. Na proximidade, a cerca de 100 m a norte, ergue-se a Igreja e Colégio Franciscano dos Reis Magos (v. IPA.00024889). Na mesma margem, a cerca de 4 km para poente-sudoeste, localiza-se o Forte da Aguada (v. IPA.00024413). |
Descrição Complementar
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| No brasão com as armas reais que encima a porta fortificada do forte existia a seguinte inscrição: "NO ANNO DE 1707: FOI REEDIFICADA / ESTA FORTALEZA GOVERNANDO O VICE- / REY CAETANO DE MELLO E CASTRO, / E SE POSERAM ESTAS ARMAS SENDO / CAPITÃO DELLA D. ALEIXO DE ALMEIDA". |
Utilização Inicial
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| Militar: forte |
Utilização Actual
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| Cultural e recreativa: marco histórico-cultural |
Propriedade
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| Pública: Estado Indiano |
Afectação
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Época Construção
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| Séc. 16 |
Arquitecto / Construtor / Autor
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| ARQUITETO: João Baptista Cairato (atr. - 1595). |
Cronologia
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| Séc. 16, primeira década - no local existe um pequeno reduto ou castelo, mandado construir por Adil Khan (Idalcão), sultão de Bijapur que controlava as terras de Bardez, em 1497 *3; 1510, novembro - Afonso de Albuquerque conquista a pequena fortificação estabelecendo uma testa de ponte no território do sultão com vista a uma melhor proteção de Goa e preparando as futuras conquistas; 1543 - anexação definitiva das terras de Bardez; 1548 - tratado entre o governador Garcia de Sá e o sultão de Bijapur, definindo que os territórios acima dos Gates ficariam na posse do Adhil Khan e que os abaixo, onde se incluía Bardez, conquistados pelos portugueses, ficariam para eles; 1551 - 1554 - o vice-rei D. Afonso de Noronha manda construir uma fortaleza ribeirinha sobre a antiga fortificação de Adhil Khan, designando-a de Forte Real, para impedir o ataque das forças indianas pelas terras fronteiriças e de defender a barra do Mandovi, nomeadamente o acesso ao canal mais pequeno; a fortificação é denominada como Forte Real até à sua morte, mas posteriormente passa a designar-se de fortaleza dos Reis Magos, devido à implantação próxima do Colégio Franciscano dos Reis Magos; 1588 - 1591 - o governador Manuel de Souza Coutinho manda construir a "couraça" próximo à linha de água para garantir uma maior robustez às suas defesas, porém estas obras não são acabadas; 1595 - os vereadores da cidade de Goa visitam a obra na companhia de João Baptista Cairato, presumível autor do projeto do forte; 1598 - ordem real para que continue a construção do forte; 1600 - conclusão dos trabalhos nas obras de defesa; 1605 - conclusão das obras referentes a aquartelamentos, paióis, e outras dependências; 1707 - sendo vice-rei Caetano de Mello e Castro e capitão da fortaleza D. Aleixo de Almeida, a fortaleza recebe uma vez mais obras de reforço *4; 1739 - uma incursão maratta na província de Salcete, aproveitada pelos bounsulós para também atacarem na província de Bardez, leva a qua a fortificação dos Reis Magos e a Praça da Aguada sejam sitiadas sem, contudo, terem sido tomadas; séc. 19, primeira década - a pretexto da ameaça dos franceses tomarem Goa, forças militares inglesas tomam posição em diversos pontos estratégicos;1808 - as forças inglesas instalam-se na fortificação dos Reis Magos; 1832 - a fortaleza possui 33 peças de artilharia; séc. 19, meados - a guarnição composta de um destacamento de veteranos é comandada por um major existindo no forte um posto semafórico que repetia os sinais do Forte da Aguada para Malim, mais tarde transferido para o Forte do Cabo; séc. 19, final - a fortificação está transformada em lazareto e é guarnecida por 6 praças reformadas sob o comando de um tenente reformado; 1900 - o forte é adaptado a prisão; 1961, dezembro - na sequência da ação militar levada a cabo pela União Indiana, Portugal perde o domínio do denominado Estado da Índia que incluía Goa; de acordo com placa informativa local, a lápide sobre a porta fortificada é vandalizada e truncada; 1983, março - o Forte é classificado como Monumento Protegido do Estado de Goa; 1993 - a fortificação deixa de ser utilizado como prisão; 1995, setembro - o forte deixa de integrar a listagem aprovada em 1983; 2003, outubro - a fortificação volta a integrar a Lista de State Protected Monuments de Goa; 2007 - assinatura de um acordo tripartido entre o Governo de Goa, o Indian National Trust for Art and Cultural Heritage (INTACH) e o Helen Hamlyn Trust (HHT) no sentido de restaurar e utilizar a fortaleza como centro cultural; 2011 - abertura da fortificação ao público como centro cultural, após várias obras, em que são demolidas muitas das construções do seu interior, em especial as edificadas no séc. 20, repondo-o de acordo com a existência em 1707. |
Dados Técnicos
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| Sistema estrutural de paredes portantes. |
Materiais
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| Estrutura em alvenarias em laterite; argamassas à base de cal e areia; moldura e brasão com as armas de Portugal em cantaria calcária; edifícios: em cantaria de laterite ou rebocadas e pintadas; caixilharia, portas, beiradas e coberturas interiores em madeira; pavimentos de cantaria; guardas em ferro; coberturas de telha; alpendres em chapa metálica. |
Bibliografia
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| AYALA, Frederico Diniz de - Goa antiga e moderna. Lisboa: Typografia do Commercio, 1888; BOLÉO, Oliveira - Apontamentos para uma geografia física de Goa. Lisboa: Agência Geral do Ultramar, 1955; BOCARRO, António - O livro das plantas de todas as fortalezas cidades e povoações do Estado da Índia Oriental. Lisboa: Imprensa Casa da Moeda, 1992; BORGES, ed. Charles J., PEREIRA, Óscar G., STUBBE, Hannes - Goa and Portugal: history and development; BRITO, Raquel Soeiro de - No trilho dos descobrimentos: estudos geográficos. Lisboa: Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, 1997; CASTRO, Neves e - «A Praça da Aguada». In Oriente Português. Nova Goa: Imprensa Nacional, dezembro 1904, vol. I, n.º 12, pp. 630-635 e vol. II, nº 1 e 2, Fevereiro 1905 pp. 59-80, CORTESÃO, Armando, MOTA, Avelino Teixeira da - Portugaliae monumenta cartográfica. Lisboa: Imprensa Nacional Casa da Moeda, 1987; COSTA, António Anastásio Bruto da - Goa sob a dominação portuguesa. Margão: Typ. do Ultramar, 1897; COUTO, Diogo do - Década Quinta da Ásia. Coimbra: Coimbra Editora, 1937; COUTO, Diogo do - Década Sexta da Ásia. Lisboa: Pedro Craesbeeck, 1614; DIAS, Pedro - História da Arte Portuguesa no Mundo. O Espaço do Índico. Lisboa: Círculo de Leitores, 1998; FONSECA, José Nicolau da - An Historical and Archaeological Sketch of the City of Goa. Bombaim: Thacker & C.ª, Limited, 1878, pp. 44-45; GARCIA, José Manuel - «Breve roteiro das fortificações portuguesas no Estado da Índia». In Oceanos. Lisboa: Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, 1996, n.º 28, pp.121-26; GARCIA, José Manuel (apresentação e revisão) - Sumário das coisas sucedidas a Dom João de Castro, governador do Estado da Índia pelo poderosíssimo rei de Portugal, tanto nas guerras contra o Idalcão, senhor da terra-firme perto da cidade de Goa, como também principalmente na vitória que teve destroçando o exército do rei de Cambaia, o qual tinha cercado a fortaleza da cidade de Diu, onde estava por capitão Dom João Mascarenhas, o qual a tinha defendido do dito exército por espaço de oito meses que tinha durado o cerco; MATTOSO, José (direção) - Ásia, Oceania, Património de origem portuguesa no mundo, arquitectura e urbanismo. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2010, pp. 318; MATTOSO, José (direção), CUNHA, Mafalda Soares da (direção adjunta) - Cidades e Fortalezas do Estado da Índia. Séculos XVI e Património de origem portuguesa no mundo: arquitetura e urbanismo; MORAIS, Carlos Alexandre de - A queda da Índia portuguesa: crónica da invasão e do cativeiro. Lisboa: Estampa, 1995; MOREIRA, Rafael - «Os grandes sistemas fortificados». In A Arquitectura Militar na Expansão Portuguesa. Porto: 1994, pp. 158-159; NAZARETH, J. do Carmo - Praça de Aguada e seu Pharol, Oriente Português. Nova Goa: Imprensa Nacional, vol. I, n.º 6, junho 1904; PENSORE, Boies - Goa Rainha do Oriente. Lisboa: Comissão Ultramarina, 1960; «Reis magos fort» (http://www.reismagosfort.com/), [consultado em 09 maio 2018]; RODRIGUES, Vítor Luís Gaspar - Da Goa de Albuquerque à Goa seiscentista: aspectos da organização militar da capital do "Estado da Índia"; ROSSA, Walter - Cidades Indo-Portuguesas: contribuição para o estudo do urbanismo português no Hindustão Ocidental. Lisboa: 1997; SALDANHA, Pe. Manuel J. Gabriel de - «História de Goa (Política e arqueológica)». In História Arqueológica. Segunda Edição. Nova Goa: Casa Editora Livraria Coelho, 1926, vol. II, pp. 270-271; SANTOS, Maria Catarina Madeira Henriques dos - Goa é a chave de toda a Índia: perfil político da capital do Oriente português: formação e definição (1505-1570). Dissertação de mestrado em História da Expansão e dos Descobrimentos Portugueses, apresentada na Universidade Nova de Lisboa. Lisboa: texto policopiado, 1995; MENDIRATTA, Sidh Losa, e RODRIGUES, Vítor Luís Gaspar - «Forte de Reis Magos» (http://www.hpip.org/def/pt/Homepage/Obra?a=1917), [consultado em 09 maio 2018]; SILVEIRA, Luís - Ensaio de iconografia das cidades portuguesas do Ultramar. Lisboa: Junta de Investigação do Ultramar, s.d.; SILVEIRA, Luís (prefácio) - Livro das plantas das fortalezas, cidades e povoações do Estado da India Oriental com as descrições do marítimo dos reinos e províncias onde estão situadas e outros portos principais daquelas partes: contribuição para a história das fortalezas dos portugueses no Ultramar; TELLES, Ricardo Michael - «Fortalezas de Goa e suas legendas». In O Oriente Português. Bastorá: Tip. Rangel, 1937, nº 18 e 19; VELINKAR, Joseph - India and the west: the first encounters: a historical study of early indo-portuguese cultural encounters. Mumbai: Heras Institute of Indian History and Culture, 1998; XAVIER, Felippe Nery - Bosquejo historico das communidades aldeas dos concelhos das ilhas, Salcete, e Bardez. Nova Goa: Imprensa Nacional, 1852 |
Documentação Gráfica
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| DGLAB, ANTT: Arquivo de Luís Benavente |
Documentação Fotográfica
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| DGPC: SIPA |
Documentação Administrativa
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Intervenção Realizada
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| 1844 / 1845 / 1846 / 1847 / 1848 / 1849 / 1850 - por iniciativa do governador José Ferreira Pestana, procedem-se a várias obras de reparação da fortaleza; 2008 - início das obras de restauro, financiadas pelo governo de Goa, pelo fundo sediado no Reino Unido, Helen Hamlyn Trus, e pelo Indian National Trust for Art and Cultural Heritage (INTACH). |
Observações
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| *1 - A Fortaleza dos Reis Magos faz parte da lista da Directorate of Archives and Archaeology, do Governo de Goa, relativa a Monumentos e Sítios protegidos (survey n.º 90), constando da Lista de State Protected Monuments do Archaeological Survey of India referente aos Estado de Goa com o identificador S-GA-3 (Official Gazette, Series I: nº 50, 10-3-1983, n.º 23, 7-9-1995 e n.º 29, 16-10-2003). *2 - A artilharia disposta na bateria baixa junto ao rio cruzava fogos com o Forte Gaspar Dias, localizado junto à praia na margem esquerda do Rio Mandovi na secção onde este é mais estreito. O Forte Gaspar Dias, que era constituído por uma tenalha com dez bocas de fogo, construído a partir de 1598 por ordem do Vice-Rei Dom Francisco da Gama e sob projeto de João Baptista Cairato, sofreu grandes danos em 1835 e, apesar de em 1842 ter sido reconstruído, no final do séc. 19 já se encontrava em ruínas, não existindo hoje vestígios do mesmo. *3 - O nome Bardez, que designa o distrito a norte do Rio Mandovi, provém da junção das palavras bârâ (doze) e desha (territórios). *4 - Desde a sua construção, que o forte apresentava alguns problemas construtivos, cujas obras ao longo dos séculos tentaram disfarçar, contudo, devido ao deslizamento de terras constante, isso não foi conseguido. |
Autor e Data
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| Hugo Sérgio Fernandes (Contribuinte externo) e João Almeida (Contribuinte externo) e Paula Noé 2019 |
Actualização
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