Igreja de Nossa Senhora do Loreto

IPA.00002517
Portugal, Lisboa, Lisboa, Santa Maria Maior
 
Arquitetura religiosa, barroca. Igreja urbana.
Número IPA Antigo: PT031106270325
 
Registo visualizado 3586 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Religioso  Templo  Igreja  

Descrição

Planta poligonal composta por nave única (para a qual abrem capelas laterais pouco profundas) e capela-mor rectangular, tendo como resultante uma volumetria simples paralelepipédica, coberta por telhados de duas águas. A fachada principal, a S., à qual se acede por escadaria de 2 lanços rectos murados e convergentes em patamar, desenvolve-se em 2 andares, integralmente revestidos a cantaria e ritmados em 3 panos por pilastras toscanas de ordem monumental. O piso térreo apresenta ao centro, ladeado por 2 nichos albergando estátuas pétreas de São Pedro e de São Paulo, o portal, em arco pleno, lateralmente delimitado por 2 colunas embebidas, de fuste estriado, encimadas por acrotérios piramidais que se articulam com o avental apainelado (cartela com inscrição latina) do janelão do piso superior. Sobre o entablamento do portal dois anjos tenentes seguram as armas pontifícias. No 2º registo, ladeando o janelão já mencionado, 2 janelas em arco pleno. A fachada é rematada por cornija destacada assente sobre cachorrada de volutas, acima da qual se eleva um pano de muro (correspondente ao módulo central do alçado e também ele ritmado por pilastras) vazado por nicho onde se observa uma imagem pétrea do orago, coroado por fogaréus e cruz. No alçado lateral O. revela-se o ritmo interno dos módulos das capelas, através da presença de pilastras gigantes de cantaria delimitando 6 panos de muro com janelas em arco pleno. Destaca-se, no 3º módulo do piso térreo, o portal lateral (com acesso por escadaria de 2 lanços rectos murados e convergentes em patamar), rectangular, com emolduramento calcário de verga recta (contendo inscrição latina) sobre o qual se destaca um relevo figurando a Virgem com o Menino e 2 anjos. O grupo escultórico, integrado em painel rectangular de moldura simples, é ladeado por enrolamentos e encimado por frontão curvo interrompido. O alçado lateral é igualmente rematado por cornija destacada assente sobre cachorrada de volutas e integra, no topo N., uma torre sineira de secção rectangular. INTERIOR com cobertura na nave em falsa abóbada de berço abatido, rasgada por lunetas, tendo ao centro uma composição pictórica cujo tema é A Capela de Nazaré Transportada por Anjos. Coro-alto apoiado em dois pilares, sob o qual se encontram os monumentos fúnebres do núncio Gaetano Orsini di Cavalieri (m. 1738) e de Bernardino Mutti (m. 1781). As paredes da nave são divididas em 3 registos por frisos de cantaria destacados e ritmados por pilastras. No nível inferior há a destacar as capelas laterais, reduzidas a altares de idêntica configuração, compostos por banqueta de mármore creme, retábulo plano de mármores polícromos integrando telas alusivas às invocações: São João Baptista, São Francisco de Paula, São Carlos Borromeu e Santa Ana, São Joaquim e a Virgem (Evangelho), surgindo, no lado oposto, Santa Catarina de Génova, Nossa Senhora do Carmo, Santo António, São Francisco e São Miguel. No segundo nível, molduras de cantaria em arco de volta redonda, sugerem nichos preenchidos por representações pictóricas (em trompe l'oeil) de estátuas de Apóstolos. Entre a terceira e a quarta capelas surgem, confrontantes, dois púlpitos com base de cantaria, avental e guarda-voz de madeira exótica. A ladear o arco triunfal, são visíveis 2 altares, igualmente de mármore mas tipologicamente diferentes - emolduramento com colunas de mármore creme e capitéis coríntios, sobre os quais um frontão curvo interrompido suporta um par de anjos ladeando painéis relevados alusivos ao orago. São dedicados ao Santíssimo Sacramento e ao Espírito Santo. A capela-mor apresenta abóbada de berço com penetrações assente sobre cornija suportada por pilastras gigantes e, no muro de topo N., o altar-mor, dotado de retábulo de mármore polícromo com camarim albergando trono de degraus (sustentando uma maquineta dourada) diante do qual se reconhece a imagem da padroeira. Nas paredes laterais rasgam-se tribunas delimitadas por balaustrada de mármore e grades de talha dourada preenchidas com vidros do lado direito e com espelhos do lado esquerdo (sendo falsa esta tribuna). Na sacristia, paredes revestidas de azulejos de composição figurativa, em azul e branco, de início do séc. 18. Nas dependências anexas à igreja, destaca-se a sacristia, compartimento rectangular localizado nas costas da capela-mor (com acesso por corredor lateral), coberto por abóbada de berço com pinturas murais; tem arcazes dotados de elaborados espaldares e um busto mármoreo da Virgem. Ligada ao vestíbulo (de acesso autónomo pela Ria da Misericórdia), na base da torre sineira, encontra-se uma sala rectangular onde se observa uma tela tendo por temática O Pentecostes.

Acessos

Largo do Chiado; Rua da Misericórdia, n.º 2

Protecção

Incluído na classificação da Lisboa Pombalina (v. IPA.00005966), na Zona Especial de Proteção do Aqueduto das Águas Livres (v. IPA.00006811) e na Zona Especial de Proteção do Castelo de São Jorge e restos das cercas de Lisboa (v. IPA.00003128) / Parcialmente incluído na Zona Especial de Proteção da Fachada do Teatro Ginasio (v. IPA.00003700) e na Zona de Proteção do Edificio na Rua Garrett n 102 a 122, Café A Brasileira do Chiado (v. IPA.00005957)

Enquadramento

Urbano, destacado, formando gaveto (sendo visíveis as fachadas S. e O.). Fachada E. adossada a edifício comercial e de habitação. Fachada principal virada a sul.

Descrição Complementar

ÓRGÃO de 32 registos, com dois manuais, com Principal e Expressivo, e Pedaleira. SACRISTIA com azulejos de composição figurativa, 19 azulejos de altura (1/3 da altura total), organizados em dois registos, a azul e branco, tendo, no registo inferior, figuras infantis em medalhões separados uns dos outros por grinaldas e no superior uma paisagem campestre com ponte sobre um rio, na parede à esquerda e, no lado oposto, igreja e casario rodeados por muralhas. A ESCADA por trás da sacristia possui azulejo moderno imitando padrão de finais do séc. 17, semelhante ao do corredor). SALA e CORREDOR por trás da sacristia com azulejos de padrão (4 x 4 azulejos), formando silhar, com 10 azulejos de altura, de finais séc. 17, de provável produção de Talavera, azuis e brancos; cercadura com motivos geométricos com flores e folhagem. LAVABO com azulejos de composição figurativa, policromos, revestindo 1/3 da altura da parede (13,5 azulejos de altura x 22 de largura), com figuras infantis sentadas a pescar (idênticos aos azulejos do jardim do palácio Fronteira representando o "Ar", a "´Água", a "Terra"). Nas paredes laterais figuras femininas tipo cariátides, em policromia, segurando à cabeça cestos de frutos, com 13,5 azulejos de altura x 6 de largura.

Utilização Inicial

Religiosa: igreja

Utilização Actual

Religiosa: igreja

Propriedade

Privada: estado do Vaticano

Afectação

Sem afetação

Época Construção

Séc. 18

Arquitecto / Construtor / Autor

ARQUITETOS: Filipe Terzi (séc. 16); Joaquim António dos Reis Zuzarte (atr., 1785); José da Costa e Silva (1785); Manuel Caetano de Sousa (1785); Marcos de Magalhães (1651-1661); Pedro Nunes Tinoco (1630). DESENHADOR: João Nunes Tinoco (1668). ENSAMBLADOR: Marcos de Magalhães (1676). ENTALHADORES: António Soares (1675); Baltazar dos Reis Couto (1681-1700); Brás Ribeiro (1681-1700); Filipe Ramalho (1670); Francisco Nunes (1681-1700); Gaspar Ferreira (1681-1700); João de Aguiar (1681-1700); Manuel Carreira (1681-1700); Manuel Francisco (1669); Manuel João da Fonseca (1668); Manuel Machado (atr., séc. 18); Manuel Mateus (1681-1700); Tomé dos Reis (1681-1700). ESCULTORES: Agostino de Negri (1722); Alessando Tanzi (1735); Filippo Parodi (séc. 17); François Duquesnoy (séc. 17); Giovanni Battista Jacovi (séc. 17). ORGANEIROS: Filippo Testa (1730); Joaquim António Peres Fontanes (1782). PEDREIROS: Antão Fernandes (1630); Giovan Battista Castello (séc. 17); Giovan Maria Castello (séc. 17); Gregório Luís (1651-1661); Leonardo Jorge (1630). PINTORES: António Machado Sapeiro (1703-1704); C.G. Ratti (1780); Cirillo Vlokmar Machado (séc. 18); Claude Barrois (1676-1689); Félix da Costa Meesen (1676); Giovanni Battista Ponte (1681-1684); Giovanni Domenico Ponte (1681-1684, 1686); Henrique José da Silva (séc. 18); Jérôme Troudon (1676-1689); João Correia (séc. 17); Joaquim Manuel da Rocha (séc. 18); José do Avelar Rebelo (1639-1648); Leopoldo Battistini (1908); Marcos da Cruz (1676); Miguel Mateus Cardenas (1676); Pedro Alexandrino de Carvalho (séc. 18); Pietro Labruzzi (séc. 18); Pompeo Batoni (séc. 18); Vincenzo Baccherelli (séc. 18). PINTORES DE AZULEJO: António Pereira Rovasco (1703-1704); Gabriel del Barco (séc. 17). PINTORES - DOURADORES: Domingos Ferreira (1668); Manuel Paz da Silva (1684, 1691, 1697, 1700, 1701).

Cronologia

1518 - início das diligências com vista à fundação de uma igreja nacional por parte da comunidade italiana residente em Lisboa; 1522 - abertura ao culto da igreja de Nossa Senhora do Loreto, fundada e edificada por iniciativa da comunidade italiana, ficando o templo administrativamente sob a direta proteção do Papa e agregada à basilica de São João de Latrão (Sé de Roma); 1530 - aquisição, por parte da irmandade que tinha a seu cargo a administração e funcionamento do templo, de terrenos contíguos com vista à ampliação do edifício; 1551 - instituição da paróquia de Nossa Senhora do Loreto, cuja sede fica instalada na igreja dos italianos; segundo Cristóvão Rodrigues de Oliveira, a igreja é capela e limite da Sé, tendo um capelão com 180 cruzados de renda, ajudado por sete clérigos; tem uma capela administrada por leigos com capelão particular, que recebe 30 cruzados; no templo estão sediadas as confrarias de Nossa Senhora do Loreto, Santíssimo e Santa Catarina, todas administradas por italianos, valendo de esmolas 200 cruzados; tem, ainda, a confraria de Santo António, administrada pelo índios da cidade, que vale 40 cruzados; 1577 - decorrem obras de ampliação da igreja, conforme projeto de Filipe Terzi; 24 abril - reunião entre o vereador do Senado Fernão de Pina Mareco e a Confraria de Nossa Senhora do Loreto sobre as obras a realizar na igreja, devido à necessidade de defesa da cidade; reunem os arquitetos Filipe Terzi, Benito de Morales e Gioane dall'Olmo; séc. 17 - encomenda de várias obras a Itália, como escultores a Filippo Parodi e Gian Battista Jacovo, o pedreiro Giovanno Battistya Castello e o pintor Giovanni Domenico Ponte; feitura do portal e respetiva escultura, sendo atribuídas, pela tradição, a Gian Lorenzo Bernini; feitura do busto da Virgem, atribuível a François Duquesnoy (1594 - 1643): 1630, 10 março - contrato do mestre Leonardo Jorge e Antão Fernandes para a feitura do lajeado da igreja, conforme risco de Pedro Nunes Tinoco (COUTINHO: 408); 1639-1648 - pintura do teto da igreja por José do Avelar Rebelo (f. 1657); 1651, 29 março - um incêndio destrói completamente a igreja, reunindo a comunidade italiana os meios para uma rápida reedificação da mesma; 1651 - 1661 - reconstrução da igreja por Marcos de Magalhães (f. 1665); os materiais são originários de Génova e Roma; vistoria para verificar de que forma as oficinas da igreja poderiam conviver com as muralhas da cidade, levada a cabo por Mateus do Couto; trabalha no local o pedreiro Gregório Luís; séc. 17, 2.ª metade - pintura dos azulejos do lavabo da sacristia por Gabriel del Barco; pintura para o altar da sacristia por Claude de Barois, por 18$000; feitura de esculturas por Giovanni Battista Jacovi; obra de pedraria por Giovan Maria Castello e Giovan Battista Castello; pinturas a têmpera por João Correia; 1668, 24 março - feitura da tribuna e os candeeiros e cartelas do nicho da capela-mor por Manuel João da Fonseca, sendo traça do retábulo de João Nunes Tinoco (FERREIRA, 2009, vol. II, pp. 540-541); 21 maio - pagamento do douramento do trono a Domingos Ferreira; 1669, 01 janeiro - o mestre Manuel Francisco é contratado por Paulo Valeiro para a feitura de 6 tocheiros em talha, por 18$000 (FERREIRA, 2009, vol. II, p. 539); 1670 - feitura de uma coluna e capitel para servirem de modelo aos que iriam ser pedidos para Itália por Filipe Ramalho (FERREIRA, 2009, vol. II, p. 505); 1671 - chegada das colunas salomónicas de Génova; 1672 - oriundos de Génova chegam a Lisboa colunas, capitéis e uma estátua de mármore para o retábulo do altar-mor da igreja; 1675, 29 outubro - pagamento de 80$000 ao entalhador António Soares pela feitura de oito caixilhos da igreja e um da sacristia, bem como a feitura de uma cruz e um Calvário, destinados à capela da sacristia, tendo recebido 86$600 (FERREIRA, 2009, vol. II, p. 485); 1676 - resagração, pelo núncio apostólico mons. Marcello Durazzo, da igreja do Loreto; assentamento dos azulejos da zona do lavabo, na sacristia; 1673 - desenho dos altares por mestres romanos; 1676 - Marcos da Cruz pinta várias tarjas para a igreja, conforme desenho de Marcos de Magalhães e pinta o grotesco dos 45 painéis de madeira do teto da sacristia velha, por 67$500; pintura de grotesco por Miguel Mateus Cardenas; setembro - encarnação do Cristo da sacristia pelo pintor Félix da Costa Meesen, por 75$000; 9 setembro - inauguração do templo; 1676-1689 - pintura de telas pelos pintores parisienses Claude Barrois e Jérôme Troudon; 1681 - chegada a Lisboa de 2 estátuas de mármore (provenientes de Génova) para integrarem o apostolado da nave da igreja; 1681-1684 - pintura dos painéis da igreja com cenas em trompe l'oeil do Novo e Velho Testamentos, pelo genovês Giovanni Domenico Ponte, a 24$000 cada tela, num total de 65; 1681-1700 - obra de talha na igreja, onde trabalha o oficial entalhador Baltazar dos Reis Couto e mestre Brás Ribeiro; trabalham no local os entalhadores Francisco Nunes, Gaspar Ferreira, Manuel Carreira, Manuel Mateus e João de Aguiar, Tomé dos Reis (FERREIRA, 2009, vol. II, pp. 485 e 492, 511, 513, 515, 536, 547, 561); 1684 - douramento e estofado da caixilharia da igreja, num total de 65 painéis, por Manuel Paz da Silva; 1685 - colocação das relíquias de São Justino Mártir no altar-mor da igreja, pelo núncio apostólico monsenhor Marcello Durazzo; 1686 - pintura do quadro sobre a porta travessa, representando a Coroação do Senhor, por 20$000, executado por Giovanni Domenico Ponte; 1689 - pintura de um painel para o altar de Santa Madalena de Pazzi, por Jérôme Troudon; 1691, 3 outubro - douramento do teto da igreja, por Manuel Paz da Silva, por 225$300; 1697 - a Irmandade do Loreto paga a Manuel da Paz da Silva 7$000 para o douramento de uma cruz e uma tábua de privilégios; 1700, 10 junho - pintura dos brutescos das cinco janelas da sala da Irmandade do Loreto, por Manuel da Paz da Silva pela quantia de 23$000; séc. 18 - pintura de um teto perspetivado no sub-coro por Vincenzo Baccherelli (1672-1745), desaparecido; pintura do teto da sacristia por António Machado Sapeiro; feitura dos arcazes da sacristia, atribuíveis a Manuel Machado; pintura do Pentecostes por Henrique José da Silva; 1701, 15 Junho - Manuel da Paz da Silva recebe 4$000 de renovar dois painéis; 1703-1704 - pintura de um tecto em quadraturas por António Machado Sapeiro (f. 1740); pintura dos azulejos da sacristia por António Pereira Rovasco; 1703 - 1706 - construção da sacristia; 1704 - pintura dos azulejos da sacristia, provavelmente por António Pereira; 1722 - pagamento das sacras a Agostino di Negri; 1730 - execução de um órgão em Roma, por Filippo Testa, com 14 registos; 1732 - descrição do templo, revelando que tinha 64 palmos de altura até à zona da pintura, tendo desta até ao teto 25 palmos; a igreja tem de comprido 138 palmos e de largo 76,5; a capela-mor tem 67 palmos de alto com tribuna onde se expõe o Santíssimo; o fundo da capela e capelas colaterais têm colunas verdes, as da tribuna salomónicas e com capitéis coríntios; na nave, a cimalha ostenta nichos com estátuas de Apóstolos e Evangelistas em mármore; tem painéis com molduras de talha dourada com temática mariana; na capela-mor, um painel pintados e nas paredes, as representações da Anunciação e Natividade; 1735 - feitura das imagens de São Pedro e São Paulo pelo escultor italiano Alessandro Tanzi (SALDANHA, 2012, p. 25); 1755, 01 novembro - o terramoto não causa diretamente danos na igreja, a qual é todavia consumida pelas chamas, propagadas a partir de um palácio vizinho, sómente escapou a sacristia, onde provisóriamente se estabeleceu a igreja; 1780 - pintura da tela de Santa Catarina de Génova por C.G. Ratti; 1782 - instalação dos púlpitos; execução do órgão por Joaquim A. Peres Fontanes; execução das pinturas por Pedro Alexandrino de Carvalho (1730-1810); pintura das telas de São João Baptista, São Francisco de Paula e São Francisco por Pietro Labruzzi (1739-1805); pintura da tela de São Carlos Borromeu por Pompeo Batoni; pintura da tela da Última Ceia por Joaquim Manuel da Rocha (1727-1786); 1785 - reinauguração da igreja, após reconstrução provavelmente segundo projeto de Joaquim António dos Reis Zuzarte, depois substituido na direcção das obras por José da Costa e Silva e sendo da responsabilidade de Manuel Caetano de Sousa a capela-mor; pintura dos nichos em trompe l'oeil por Cyrillo Volkmar Machado (1748-1823); 1860 - contrato celebrado com a Câmara Municipal de Lisboa para demolição do adro da igreja e construção das 2 escadarias diante de cada uma das portas; 1886 - o órgão deixa de funcionar; 1908 - pintura da tela de Santo António por Leopoldo Battistini;

Dados Técnicos

Sistema estrutural de paredes portantes.

Materiais

Alvenaria mista, reboco pintado, cantaria de calcário, mármore, ferro forjado, madeira pintada.

Bibliografia

ALBINI, Giuliana - «Para uma História dos Italianos em Portugal: o Arquivo de Nossa Senhora do Loreto». Estudos Italianos em Portugal. 1980-1981, n.º 43 - 44; ALMEIDA, D. Fernando de (dir. de) - Monumentos e Edifícios Notáveis do Distrito de Lisboa. Lisboa; Junta Distrital de Lisboa, 1975, tomo II; ATAÍDE, M. Maia, MECO, José, A Igreja de Nossa Senhora do Loreto. Lisboa: Instituto Italiano de Cultura, 1986; BEAUMONT, Maria Alice - «O Tecto da Igreja do Loreto». Boletim do Museu Nacional de Arte Antiga. Lisboa: Museu Nacional de Arte Antiga, 1969, vol. V, n.º 3-4; CARVALHO, A. Ayres de - D. João V e a Arte do seu Tempo. Lisboa, Academia Nacional de Belas-Artes, 1962, vol. II; CASTILHO, Júlio de - Lisboa Antiga. Bairro Alto. 3.ª ed., Lisboa: s.n., 1955, vol. II; COUTINHO, Maria João Fontes Pereira - A produção portuguesa de obras de embutidos de pedraria policroma (1670-1720). Lisboa: s.n., 2010, 3 vols. Texto policopiado. Dissertação de Doutoramento em História da Arte apresentada à Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa; FERREIRA, Sílvia Maria Cabrita Nogueira Amaral da Silva - A Talha Barroca de Lisboa (1670-1720). Os Artistas e as Obras. Lisboa: s.n., 2009, 3 vols. Texto policopiado. Dissertação de Doutoramento em História da Arte apresentada à Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa; FERREIRA, Sílvia e COUTINHO, Maria João Pereira - «Com toda a perfeição na forma que pede a arte: a capela do Santíssimo Sacramento da igreja de São Roque em Lisboa: a obra e os artistas». ARTIS. Lisboa, Instituto de História da Arte da Faculdade de Letras de Lisboa, 2004, n.º 3, pp. 267-295; GASPAR, Martins - «A Igreja de Nª Senhora do Loreto (Breves Notas)». O Dia. Lisboa, 13 novembro 1979; OLIVEIRA, Cristóvão Rodrigues de - Sumário em que brevemente se contém algumas coisas (assim eclesiásticas como seculares) que há na Cidade de Lisboa. 2.ª ed. Lisboa: Edições Biblion, 1938; PROENÇA, Raul, (dir. de.) - Guia de Portugal. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1924, vol. I; SALDANHA, Sandra - «Estatuária Barroca - o longo ciclo de Setecentos». in Invenire - Revista dos Bens Culturais da Igreja. Lisboa: Secretariado Nacional para os Bens Culturais da Igreja, julho-dezembro 2012, n.º 5, pp. 24-30; SALDANHA, Sandra - «Um crucifixo de Anton Maria Maragliano em Mafra. Oferta do genovês Domenico Massa à Ordem Terceira da Penitência» in Invenire - Revista de Bens Culturais da Igreja. Lisboa: Secretariado Nacional para os Bens Culturais da Igreja, julho - dezembro 2013, n.º 7, pp. 44-47; SEQUEIRA, Gustavo de Matos - O Carmo e a Trindade. Lisboa: Câmara Municipal de Lisboa, 1939, vol. II; SERRÃO, Vítor - «Marcos de Magalhães, Arquitecto e Entalhador do Civlo da Restauração (1647-1664)». Boletim Cultural da Assembleia Distrital de Lisboa. Lisboa: Assembelia Distrital de Lisboa, 1983, 3.ª série, n.º 89, tomo I; SERRÃO, Vítor - «Um concurso de pintura do século XVII» in A Cripto-História de Arte. Lisboa: Livros Horizonte, 2001, pp. 75-100; SERRÃO, Vítor - «Os Silva Paz, uma família de pintores em obra» in A Cripto-História de Arte. Lisboa: Livros Horizonte, 2001, pp. 101-124; SERRÃO, Vítor - «António Pereira Ravasco, ou a influência francesa na arte do tempo de D. Pedro II» in A Cripto-História de Arte. Lisboa: Livros Horizonte, 2001, pp. 125-148; SERRÃO, Vítor - «O tecto da Igreja de Nossa Senhora do Loreto, comunidade dos italianos de Lisboa» in A Cripto-História de Arte. Lisboa: Livros Horizonte, 2001, pp. 149-165; SERRÃO, Vítor - História da Arte em Portugal - o Barroco. Barcarena: Editorial Presença, 2003; VALE, Teresa Leonor M. - A Importação de Escultura Italiana - No contexto das Relações Artístico-Culturais entre Portugal e Itália no Século XVII. Porto: s.n., 1999, vol. I, Texto policopiado. Dissertação de Doutoramento em História da Arte apresentada à Faculdade de Letras da Universidade do Porto; VALENÇA, Manuel - A Arte Organística em Portugal. Braga: Editorial Franciscana, 1990, vol. II; VITERBO, Sousa - Diccionario Historico e Documental dos Architectos, Engenheiros e Construtores Portuguezes ou a serviço de Portugal. Lisboa: Imprensa Nacional, 1904, vols. I e II.

Documentação Gráfica

ARQUIVO DA IGREJA DE NOSSA SENHORA DO LORETO, Caixa II, Doc. 3, 17º; Caixa VII, Doc. 7; Caixa XI, Doc. 7.2 e Doc. 32 *2

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN/DSID, DGEMN/DSARH

Intervenção Realizada

PROPRIETÁRIO: 1686 - restauro do painel de Santa Catarina de Lano, por Giovanni Domenico Ponte, por 13$300; 1934 - restauro do órgão por João A. P. Sampaio; 1994 - limpeza de cantarias e pintura dos panos rebocados do alçado lateral O, com substituição de cor (no contexto da operação 7ª Colina); reparação do telhado; 1995 - 96 - limpeza de cantarias das fachadas; 1996 - restauro da pintura a fresco do tecto da sacristia; 2002 - restauro do tecto da igreja.

Observações

Autor e Data

Teresa Vale e Carlos Gomes 1995 / Paula Correia 2004

Actualização

 
 
 
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