Padrão de Luanda / Monumento aos Combatentes da Grande Guerra de Luanda
| IPA.00035734 |
| Angola, Luanda, Luanda, Luanda |
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| Monumento aos Combatentes da Grande Guerra, construído no início da década de 1930, por iniciativa da Comissão dos Padrões da Grande Guerra, parcialmente em Portugal e transportado para Luanda, em homenagem aos combatentes europeus e africanos na guerra, tendo o grupo escultórico sido demolido em 1974 e o pedestal em 2009. Executado pelo escultor Henrique Moreira e pelo arquiteto Januário Godinho, apresentava grandes dimensões e era composto por alto plinto e grupo escultórico dominando a praça. Tinha soco de planta retangular e plinto escalonado, simbolizando o altar-votivo, com jogo rítmico de zonas planas e retilíneas, em lioz, sobrepostas por silhares salientes, em granito dourado, com as armas nacionais de Portugal, a Cruz de Cristo e a cruz pátea, exaltando a pátria, e zonas de perfil curvo em silharia fendida. O grupo escultórico, de grande dinamismo e expressão grave, era formado por uma figura feminina dominante e de postura majestática, de expressões enérgicas, rosto másculo e seios voluptuosos, empunhando, na mão direita, uma espada, simbolizando a vitória da Pátria, ladeada por soldados, num plano mais baixo e recuado, representando o soldado europeu do exército colonial, o soldado expedicionário do exército metropolitano, o soldado africano e o marinheiro das colunas de desembarque que cooperaram na campanha do sul de Angola, em 1914 e 1915. |
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| Registo visualizado 771 vezes desde 27 Julho de 2011 |
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Edifício e estrutura Estrutura Comemorativo Monumento comemorativo Monumento aos Combatentes da Grande Guerra
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Descrição
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Acessos
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| Luanda, Largo do Kinaxixe (antigo Largo dos Lusíadas) *1 |
Protecção
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| Inexistente |
Enquadramento
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| Urbano, isolado, destacado. Implantava-se no centro da antiga Praça dos Lusíadas, entre a Rua da Missão a poente, e a antiga Avenida dos Combatentes a nascente, no limite da zona de transição entre a parte mais antiga da cidade, a baixa, a poente, e a sua área de expansão, em especial nos anos sessenta e setenta do século 20, a nascente. O monumento erguia-se plano sobrelevado, numa área circular, formando rotunda, com doze canteiros ajardinados. Junto ao monumento, delimitando a praça a norte foi construído o Mercado do Kinaxixe, ou Quinaxixe (v. IPA.00031671) já demolido, e a nordeste o Edifício de Habitação Cuca / Prédio Cuca (v. IPA.00031667), também demolido. A cerca de cento e cinquenta metros para noroeste localizam-se o Museu de História Natural (v. IPA.00034716), e a trezentos metros, também para noroeste, o Colégio das Irmãs de São José de Cluny (v. IPA.00031520). |
Descrição Complementar
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Utilização Inicial
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| Comemorativa: monumento aos Combatentes da Grande Guerra |
Utilização Actual
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| Desaparecido |
Propriedade
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Afectação
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Época Construção
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| Séc. 20 |
Arquitecto / Construtor / Autor
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| ARQUITETO: Januário Godinho (1932-1935). ESCULTOR: Henrique Moreira (1932-1935). FIRMA: Clemente Rodrigues (1933-1935), Companhia Portuguesa de Mármores (1933-1935). ENGENHEIRO: Sá Carneiro (1933-1935). |
Cronologia
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| 1914, 28 julho - invasão austro-húngara da Sérvia, dando início ao conflito armado que viria a ser conhecido por Grande Guerra ou Primeira Guerra Mundial; 03 agosto - a Alemanha declara guerra a França e invade o Luxemburgo e a Bélgica; a Inglaterra reafirma a aliança com Portugal e pede a Lisboa que não proclame a neutralidade; 04 agosto - a Grã-Bretanha declara a guerra à Alemanha, devido à violação do Tratado de 1831, que declarava a Bélgica território neutral perpetuamente; 10 setembro - partida de Lisboa das primeiras forças expedicionárias destinadas a Angola e Moçambique; 01 outubro - chegada das primeiras forças expedicionárias a Moçâmedes (atual Namibe) indo posteriormente concentrar-se no planalto da Huíla; 19 outubro - incidente de Naulila devido à entrada de alemães armados em Angola; 31 outubro - forças alemãs provenientes do Sudoeste Africano, então colónia alemã e atual Namíbia, atacam o posto de Cuangar, no sul de Angola, matando a guarnição e incendiando o posto; 05 novembro - embarca em Lisboa para o sul de Angola o Batalhão de Desembarque de Marinha, ou Batalhão de Marinha; 19 novembro - forças alemãs voltam a penetrar em Angola; 23 novembro - o parlamento aprova a participação de Portugal na guerra ao lado de Inglaterra; 12 a 18 dezembro - recontros com forças militares alemãs no sul de Angola que culminam no combate de Naulila; 19 dezembro - instigadas e apoiadas pelos alemães ocorrem revoltas de nativos contra os portugueses no sul do território, entre o Rio Cunene e o Rio Cubango; 1915 - diversos incidentes agravam as relações entre Portugal e Alemanha; julho, início - as forças portuguesas em operações no sul de Angola contam com cerca de 11.267 homens (europeus e nativos), 2018 solípedes, 26 peças de artilharia, 28 metralhadoras, 410 viaturas automóveis, 340 carros boers e 28 camiões; 12 julho - as forças alemãs do Damaralândia (Sudoeste Africano Alemão) rendem-se a tropas sul-africanas; julho a setembro - campanha de pacificação do sul de Angola com combates mais importantes em Cuamato e Mongua; 04 setembro - com a ocupação de N'Giva, embala grande do Mandume são concluídas as operações de pacificação e ocupação do sul de Angola; 1916, 09 março - a Alemanha declara guerra a Portugal; 11 novembro - é assinado o armistício de Rethondes que põem fim à Grande Guerra onde morreram perto de 8000 militares portugueses, europeus e africanos, entre os quais 810 em Angola; 1921, 03 dezembro - em Lisboa é constituída a Comissão dos Padrões da Grande Guerra (CPGG) que logo nas primeiras reuniões resolve incluir no seu programa de ação, a construção de Padrões da Grande Guerra em Angola e Moçambique de forma a não ser esquecido o esforço nacional nas colónias; 1924, 25 fevereiro - em carta dirigida à colónia portuguesa no Brasil, o Dr. António José de Almeida, antigo Presidente da República, solicita apoio financeiro para levar avante os projetos de ereção dos padrões em França (La Couture), Angola (Luanda) e Moçambique (Lourenço Marques); 1925, 03 julho - publicação da Lei n.º 1.797, de 30 de junho de 1925, DG 146, 1.ª série, a autorizar a utilização do bronze necessário à execução dos trabalhos de fundição, para os monumentos de La Couture, Luanda e Lourenço Marques; 1926, 21 janeiro - a primeira pedra do monumento, destinada a marcar o local onde o mesmo se ergueria, é entregue ao Chefe do Estado-Maior de Angola; 1928, 11 novembro - colocação solene da primeira pedra do Padrão de Luanda, no largo que desde então passou a designar-se Praça dos Lusíadas, no âmbito da comemoração do 10º aniversário do Armistício; 1929, 05 outubro - abertura de concurso para a elaboração de maqueta do Padrão de Luanda *2; são apresentados dez maquetas, ficando classificado em primeiro lugar o do arquiteto Abel Pascoal e do escultor Salvador Carvão Barata Feyo; contudo, por o mesmo não corresponder inteiramente à intenção da CPGG, o concurso é anulado e aqueles autores são convidados a introduzir algumas modificações no projeto; tendo os mesmos acedido ao pedido, o projeto final não veio a ser aprovado devido ao previsível custo, acima do valor base estimado; 1932, 09 maio - a CPGG convida três escultores para apresentação de projetos para o Padrão de Luanda *3; 01 dezembro - data limite para a entrega de projetos, tendo existido duas propostas e sendo escolhida a do escultor Henrique Moreira; 15 dezembro - entrega de dez contos ao escultor Henrique Moreira e ao arquiteto Januário Godinho, por serem os vencedores do concurso e ganharem a adjudicação do monumento; 1933, 04 fevereiro - assinatura de contrato com os autores do projeto escolhido; 09 dezembro - inicia-se o transporte de cantarias e grupo escultórico, por via marítima, de Portugal para Angola; 1934, 11 janeiro - início das obras de fundações do monumento; 03 agosto - início da construção do pedestal; 05 novembro - conclui-se o transporte do material necessário à construção do monumento *4; 31 dezembro - conclusão da feitura do pedestal; 1935, 12 fevereiro - trabalhos preparatórios para a montagem do grupo escultórico; 11 março - solicita-se o apoio de populares e particulares para a conclusão do monumento; 25 março - início da montagem do grupo escultórico; 31 maio - conclusão da montagem do grupo escultórico; 14 julho - conclusão dos trabalhos de construção do monumento, cujo custo total orça em 586.871$62, 483.205$41 gastos em Lisboa, dos quais 151.200$00 de prestações aos autores, 35.000$00 em cantarias de granito, 21.800$00 em cantarias de lioz, e 192.000$00 para a execução do grupo escultórico, e 103.666$21 despendidos em Luanda, com fundações, assentamento e outras despesas; do valor total da obra, 261.125$39 são obtidos na subscrição efetuada em Angola; os trabalhos em granito são executados peal empresa Clemente Rodrigues, do Porto, os de lioz, cantarias e grupo escultórico pela Companhia Portuguesa de Mármores e Cantarias, de Lisboa, e a direção da construção esteve a cargo do engenheiro Sá Carneiro; 05 setembro - data planeada para a inauguração do monumento, pela comemoração do 20º aniversário da ocupação de N'Giva e pacificação dos territórios Além-Cunene, mas acaba por ser adiada por contenção de despesas; 15 setembro - inauguração solene do monumento e sua entrega à cidade de Luanda *5, com a presença do Contra-Almirante Afonso Júlio Cerqueira, que foi comandante do Batalhão de Marinha e que vinte anos se havia distinguido na campanha militar no sul de Angola, em especial no combate de Mongua *6; 1975, abril - destruição do grupo escultórico com explosivo, sendo colocado sobre o pedestal uma viatura blindada *7; 2002, 18 novembro - inauguração da estátua da Rainha Njinga (Ginga ou Nzinga) sobre o pedestal reconstruído e adaptado do antigo monumento *8; 2009 - apeamento da estátua da Rainha Njinga e sua transferência para o Forte de São Miguel, e demolição do pedestal, devido às obras de construção do Kinaxixi Complex, que prevê construções para parque automóvel subterrâneo, um centro comercial e duas torres com escritório e apartamentos, que levaram também à demolição do Mercado do Kinaxixe e do Prédio Cuca. |
Dados Técnicos
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| Estrutura autoportante. |
Materiais
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| Estrutura em granito dourado da Caverneira e calcário de lioz de Sintra. |
Bibliografia
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| AFONSO, Aniceto, GOMES, Carlos Matos - Portugal e a Grande Guerra. Vila do Conde: Editora Verso da História, 2014; BARROS, Victor - «Portugal e as Comemorações aos Mortos da Grande Guerra em Angola e Moçambique». In Revista Portuguesa de História. 2015, tomo XLVI, pp. 301-325; CORREIA, Sílvia - Políticas da memória da I Guerra Mundial em Portugal 1918-1933: entre a experiência e o mito. Dissertação de Doutoramento apresentada à Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, da Universidade Nova de Lisboa. Lisboa: texto policopiado, 2010; «Comissão dos Padrões da Grande Guerra. Padrões da Grande Guerra, Consagração do Esforço Militar de Portugal, 1914 - 1918». In Relatório Geral da Comissão 1921-1936. Lisboa: 1936; «Cronologia da participação portuguesa na Primeira Guerra Mundial» (http://www.arqnet.pt/portal/portugal/grandeguerra/pgm1910.html), [consultado em janeiro 2017]. |
Documentação Gráfica
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| https://www.facebook.com/266885056814061/photos/?tab=album&album_id=305927296243170 |
Documentação Fotográfica
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| Liga dos Combatentes |
Documentação Administrativa
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| Comissão dos Padrões da Grande Guerra. Relatórios da Comissão Executiva de 1922 a 1936 |
Intervenção Realizada
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| 1940, cerca - alteração da envolvente do monumento, passando a zona relvada a ter a configuração de uma Cruz pátea inscrita no círculo ajardinado original; 1958, cerca - arranjo da envolvente, que toma uma forma mais alongada com um elemento central retangular, ajardinada em volta do monumento e dando lugar a estacionamento automóvel dos seus lados norte e sul, tendo a nascente e poente semicírculos, com áreas ajardinadas no seu interior; 1960, cerca - após novo arranjo, restam apenas a zona central, em torno do monumento, ajardinada, sendo toda a restante área dedicada a estacionamento automóvel. |
Observações
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| *1 - O atual Largo do Kinaxixe (ou Quinaxixe), antes designado por Largo ou Praça dos Lusíadas, era também conhecido por Largo Maria da Fonte (por popularmente a imagem feminina do monumento lhe ser associada) e Largo da Agricultura (por ali ter funcionado o Serviço de Agricultura e Pecuária) e, até 1928, teve a designação de Largo Leonardo Carneiro. *2 - De acordo com a intenção da CPGG, o monumento destinar-se-á a perpetuar "o esforço colectivo da Nação intervindo na Grande Guerra, o valor dos Marinheiros, Soldados Europeus e Soldados Africanos, que se bateram rijamente no Sul da Província de Angola em defesa dos nossos seculares direitos de Soberania e na afirmação dos objectivos políticos do Governo da República, em face das Potências, quanto à manutenção do nosso extenso domínio colonial em África. (...) A Comissão, abrindo este concurso, imbuída daquele sentido de futuro, exprime o desejo de que a concepção dos Padrões Africanos seja larga e simples, livre e jovem, como as Colónias a que se destinam; desejará que esses Monumentos sejam bem do nosso tempo, no espírito, na matéria e na forma, sintetizando a nobreza, a abnegação e a heroicidade do nosso Povo Metropolitano; a lealdade, o valor e a amisade fraterna do nosso Povo d'Além-Mar. As formas clássicas, as mais requintadas e mais puras, ficariam deslocadas nessas novas Terras de África, que o nosso esforço abre e oferece à civilização. As divagações inconsistentes do modernismo também não atraem a Comissão, que só ambiciona as aquisições já equilibradas e assentes, as quais caracterizam e honram uma geração, definindo a nossa época na História da Arte" (CPGG, 1936, pp. 101-102). *3 - No novo convite esclarece-se que o monumento será destinado a "consagrar o Esfôrço da nossa intervenção militar na Grande Guerra e não tem sòmente, o intuito de glorificar os nossos Camaradas Mortos. Nesse monumento salientar-se-á a Camaradagem de Marinheiros, Soldados Europeus e Soldados Africanos, o auxílio devotado dos Civis auxiliares que todos deram dedicado concurso nessa curta, mas áspera campanha, que realizou a completa pacificação do vasto território de Angola, submetendo à Soberania Portuguesa os últimos aborígenes que, Além-Cunéne, recusavam a nossa secular acção civilizadora. A designação de PADRÃO constitui, ùnicamente, uma evocação histórica" (CPGG, 1936, pp. 106-107). *4 - O transporte dos 421 volumes, num total de 189 toneladas, foi assegurado pelos navios "Cubango" e "Nyassa" da Companhia Nacional de Navegação e "Loanda" da Companhia Colonial de Navegação. *5 - O monumento era composto por soco sensivelmente retangular, sobre o qual se dispunha alto pedestal, escalonado, em cantaria, de faces frontal e laterais retilíneas, a posterior formando esbarro e os ângulos curvos, em silharia fendida. Imediatamente acima da base, na face frontal, virada a poente, tinha o escudo das armas de Portugal, em relevo, encimado por apainelado liso onde se inscrevia o objeto do monumento. Nas faces laterais, mais baixas, tinha junto à base e ladeando o escudo, silhares retilíneos avançados contendo uma cruz pátea, na face esquerda, a norte, e uma esfera armilar, na face direita, a sul, ambas relevadas. Em plano superior, nos painéis retilíneos de cada uma das faces laterais, existiam inscrições relativas às duas fases da campanha, na face esquerda, contra os alemães, e na face direita, de pacificação da região de Ongiva. Sobre o pedestal dispunha-se o grupo escultórico, igualmente em cantaria, composto por cinco figuras, dispostas em dois níveis. À frente e num nível mais elevado, tinha uma feminina, de vestes compridas moldando o corpo e a perna direita avançada, empunhando uma espada na não direita, erguida ao alto, e de cabelos esvoaçantes. De cada lado e sobre as faces laterias mais baixas, tinha duas figuras masculinas, representando soldados armados e em posição de movimento. No pedestal existiam as inscrições: "PORTUGAL / AOS SEUS COMBATENTES PORTUGUESES E AFRICANOS / DA GRANDE GUERRA / 1914-1918 / LUTA CONTRA OS INVASORES DE ANGOLA / NAULILA / 12 - XII - 1914 / LUTA ALÉM-CUNÉNE / COMBATES DA MONGUA / 18, 19 E 20 - VIII - 1915 / OCUPAÇÃO DA N'GIVA / 5 - IX - 1915" (CPGG, 1936, p. 107). *6 - No discurso por ocasião da inauguração do monumento e da sua entrega à cidade de Luanda, em alguns textos erradamente indicada como tendo ocorrido em 1937, o presidente da Comissão Executiva da CPGG referiu que "o bronze necessário para o interior do braço da figura principal - a figura da Pátria - obteve-se fundindo um velho canhão de bronze, que não podia ter sepultura mais condigna" (CPGG, 1936, pp. 107-108). *7 - Existem referências a que a viatura fosse sul-africana, capturada no decorrer da guerra pós-independência, mas também é referido ser soviética, pelo apoio que o movimento que tomou o poder recebeu da URSS. *8 - No pedestal lia-se, em letras de bronze "MWÊNE NJINGA MBANDE / SOBERANA DO NDONGO E DA MATAMBA / 1582-1663" e em placa de bronze, num nível inferior "MONUMENTO EM HOMENAGEM / À SOBERANA NJINGA MBANDE. / INAUGURADO POR SUA EXCELÊNCIA JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS, / PRESIDENTE DA REPÚBLICA DE / ANGOLA E PATRONO DA FESA. / AOS 18 DE NOVEMBRO DE 2002, / EM ALUSÃO AO 27º ANIVERSÁRIO / DA INDEPENDÊNCIA DE ANGOLA / * * * / COM O PATROCÍNIO DA FESA - / FUNDAÇÃO EDUARDO DOS SANTOS". |
Autor e Data
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| João Almeida (Contribuinte externo) 2017 |
Actualização
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