Anta-capela de Alcobertas / Igreja Paroquial de Alcobertas / Igreja de Santa Maria Madalena

IPA.00003905
Portugal, Santarém, Rio Maior, Alcobertas
 
Capela construída sobre monumento megalítico de carácter funerário, composto de câmara e corredor. É uma construção típica do Neolítico fe possui câmara poligonal e sete esteios, e corredor actualmente com dois esteios in situ cobertos parcialmente pelas coberturas originais. Encontra-se integrado numa das capelas laterais da actual Igreja Paroquial de Alcobertas, templo de uma nave, com alpendre a anteceder a porta que é encimada por janelão e um nicho com imagem quatrocentista. e revestido a azulejos do tipo "padrão" do séc. 17. Possui uma pia baptismal e outra de água benta, quinhentistas.
Número IPA Antigo: PT031414010003
 
Registo visualizado 641 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Estrutura  Funerário  Anta  Anta-capela  

Descrição

IGREJA: Planta longitudinal, irregular, composta por nave e cabeceira escalonada de 3 capelas; massas escalonadas constituídas pelo alpendre da fachada ocupando toda a sua largura e sacristia e torre sineira adossados ao muro lateral esquerdo. Cobertura diferenciada em telhado de 2 águas na nave, de 3 e 4 águas na sacristia, torre e capelas da cabeceira, de uma água no alpendre. Fachadas rebocadas e pintadas de branco. Fachada principal rasgada por portal de verga encimado por janelão de avental e brincos, de verga curva com remate em cornija saliente dobre a qual se eleva um nicho concheado, em arco pleno. INTERIOR: guarda-vento dá acesso a nave única com cobertura em madeira de três planos; coro alto assente em duas colunas com guarda em balaustrada de madeira. Paredes com silhar de azulejos polícromos de composição geométrica e fabrico industrial. Do lado do Evangelho um púlpito em cantaria assente em mísula com acesso através de escadaria integrada no interior da parede. Altares laterais em ambos os lados do templo e dois pequenos nichos a ladear a entrada do arco triunfal para a capela-mor, simples em falsa abóbada com grande cruz na parede testeira e lateralmente espaço para os fiéis. DÓLMEN: adossado ao muro lateral esquerdo da igreja que abre para o megalítico através de arco abobadado revestido de azulejos, comunicando o dólmen directamente com o templo, através do corredor de acesso à câmara. O Dólmen é constituído por esteios de grandes dimensões, de pedra granitica; os espaços entre os esteio são preenchidos de alvenaria rebocada; a câmara assim formada é encimada por construção circular de alvenaria coberta por telhado moderno; o corredor é formado por grandes esteios que suportam a cobertura constituída por laje de granito. No interior, ao fundo da câmara virado a E., um altar de pedra com frontal azulejado, dedicado a Santa Maria Madalena; a câmara e o corredor possuem pavimento de cantaria de tijolo .

Acessos

EN. 1,114, a NNE. de Rio Maior a c. de 10 Km. WGS84: 39º25'07.24''N.; 8º 54'12.91''O..

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto n.º 41 191, DG, 1.ª série, n.º 162 de 18 julho 1957 *1

Enquadramento

Urbano, destacado, isolado. Rodeado por amplo adro calcetado com calçada à portuguesa e demarcado por pequeno muro em alvenaria com remate em cantaria e fechando do lado da fachada principal com pequenos marcos em cantaria. No interior do adro, com desnível marcado por degraus, do lado esquerdo, ergue-se um monólito onde assenta uma placa com inscrição comemorativa do 450º aniversário da elevação a Igreja Matriz; fechando o adro, do lado posterior, ergue-se a Casa paroquial, de dois pisos, com o acesso ao segundo por escalinata de cantaria. Árvores de grande porte pontuam o recinto.

Descrição Complementar

INSCRIÇÃO: "1536 - ALCOBERTAS - 1986 / NO 450º ANIVERSÁRIO DA ELEVAÇÃO A / FREGUESIA SUFRAGÂNEA A IGREJA MATRIZ / DE ALCANEDE POR CARTA DE LICENÇA DO / SENHOR D. AFONSO CARDEAL DE SÃO BRAZ / ARCEBISPO DE LISBOA, EM / 4JULHO DE 1536. / A COMISSÃO COMEMORATIVA: / ALCOBERTAS FUTEBOL CLUBE / RANCHO FOLCOLÓRICO CHÃOS / JUNTA DE FREGUESIA / E PAROQUIA ALCOBERTAS / ALCOBERTAS - 21-9-1986"

Utilização Inicial

Funerária: anta

Utilização Actual

Religiosa: igreja paroquial

Propriedade

Privada: Igreja Católica (Diocese de Santarém)

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Época megalítica / Séc. 16 / 17 / 18 / 20

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido

Cronologia

1536, 4 de Julho - a ermida e elevada a primeira igreja da freguesia com jurisdição paroquial, por carta do Cardeal de São Brás, Arcebispo de Lisboa; séc. 17 / 18 - dá-se a rotaçao da igreja para a posição actual, deixando o dolmen de funcionar como capela e altar mor, passando a ser uma capela lateral; Séc. 1889, c. de - os Serviços Geológicos procederam à exploração e reconhecimento da gruta, não se tendo procedido a uma escavação metódica; 1936 - escavações no dólmen efectuadas por Manuel Heleno; 1982 - pedido de intervenção do Departamento de Arqueologia devido ao perigo de derrocada em virtude de terraplanagens feitas no local; 1987 - efectuados trabalhos de arqueologia.

Dados Técnicos

Materiais

Bibliografia

SOVERAL, Bernardino A., Gruta das Alcobertas, in Diário Ilustrado, nº 127, 4 Novembro, 1872; NATIVIDADE, M. Vieira, Grutas de Alcobaça, in Portugália, T.I, Porto, 1901; ANÓNIMO, As Belezas da nossa terra - notas históricas, O Riomaiorense, nº 74 - 76, 30 Agosto - 13 Setembro, 1913; OLIVEIRA, Emidio, A Gruta de Alcobertas, in o Riomaiorense, nº 78, 27 Setembro, 1913; AAVV, Rio Maior (1836 - 1936) - Comemoração do Centenário, Rio Maior, 1936; ANÓNIMO, As Grutas da Senhora da Luz tem grande valor antropológico e arqueológico, Concelho de Rio Maior, nº 13, 16 de Maio 1936; MAIA, Calado da, Migalhas de História Regional. A freguesia de Alcobertas e o seu dólmen, Concelho de Rio Maior, nº 48, 13 Março 1937; SEQUEIRA, Gustavo de Matos, Inventário Artístico de Portugal, Distrito de Santarém, Lisboa, 1949; Notas arqueológicas da região de Alcobertas (Rio Maior), Actas e Memórias do 1º Congresso Nacional de Arqueologia, Lisboa 1958/1959; Breves palavras sobre a arqueologia do concelho de Rio Maior, Revista de Guimarães, 1978; DUARTE, Fernando, Rio Maior, estudo da Vila e seu Concelho, 1951; PAÇO, Afonso do, et. alt., Notas Arqueológicas da Região de Alcobertas in Actas e Memórias do I Congresso Nacional de Arqueologia, Lisboa, 1959; SANTOS, Maria Cristina, et al., A Gruta Pré-Histórica das Alcobertas; Coimbra, 1971; ALMEIDA, Fernando de, Breves palavras sobre arqueologia no concelho de Rio Maior, Guimarães, 1979; http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/72743 [consultado em 28 dezembro 2016].

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID; IHRU: SIPA

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

Pároquia de Alcobertas: séc. 20, anos 90 - demolição do altar-mor, sacristia e um anexo; ampliação da capela para N., na zona do altar-mor e colocação nesse espaço da pia baptismal removida; eliminação de espaços escavados nas paredes da nave e abertura de duas janelas na parede N. da nave; remoção de dois altares laterais e da escada junto ao Dolmen; construção de paredes uma sobre o Dolmen e outra lateral a este; picagem de paredes; remodelação instalação eléctrica.

Observações

*1 - Megálito-capela adjacente à igreja paroquial de Alcobertas, a qual é incluída na classificação. Nas escavações do séc. 19 foram intervenientes Carlos Ribeiro, Nery Delgado e António Mendes. Desconhece-se ao certo desde quando o dólmen funciona como capela, de invocação de Santa Maria Madalena. Espólio da 1ª escavação: a cerca de 10 m. de profundidade encontraram-se ossos de animais presos em estalagmites e a c. de 1km. a N. uma pequena furna com ossos humanos e facas de silex.; 2ª escavação: crânios, silex, ossadas de vários animais, setas, facas, vasos, machados, braceletes etc.. Algum do espólio da gruta encontra-se no Museu Etnológico de Lisboa.

Autor e Data

Rosário Gordalina 1991 / Cecília Matias 2009

Actualização

 
 
 
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