Palace Hotel do Buçaco / Palacete Hotel do Buçaco

IPA.00005687
Portugal, Aveiro, Mealhada, Luso
 
Palacete ao gosto ecléctico da época, revivalista e neomanuelino, de 3 pisos escalonados e anexos, abundantemente decorados, a que se adossa torre com função de miradouro, circundado a N. e O. por uma galeria com colunas com profusa gramática decorativa, predominantemente vegetalista, irrepetível. A estrutura do corpo principal apresenta nítida inspiração no Claustro do Mosteiro dos Jerónimos, Torre de Belém e no Mosteiro da Batalha. Nos interiores imitações de abóbadas polinervadas em estuque saídos da Escola Livre das Artes do Desenho, fundada em 1878, em Coimbra, por António Augusto Gonçalves. Importante acervo de escultura e pintura de mestres portugueses da viragem do século, apresentando alguma heterogeneidade. Arquitectonicamente destaca-se a Floreira, corpo poligonal saliente totalmente vazado por aberturas simples e geminadas, que prolonga a sala de jantar e dinamiza a fachada S. do imóvel e o Corpo dos Brasões, assemelhando-se a um armorial de pedra que reune a heráldica autárquica do início do século 20. Importante conjunto de painéis de azulejo de Jorge Colaço ilustrando não só temas da literatura Portuguesa (Os Lusíadas, autos de Gil Vicente, Menina e Moça de Bernardim Ribeiro) mas também, num verdadeiro "documentário cerâmico" episódios da batalha do Buçaco.
Número IPA Antigo: PT020111040001
 
Registo visualizado 1635 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Comercial e turístico  Unidade hoteleira  Hotel  

Descrição

Planta irregular, composta. Volumes articulados, conjugando corpos de massa horizontalista e verticalista adossados e sobrepostos. Coberturas diferenciadas em telhados de 2, 3 e 4 águas e terraços. Corpo principal em avanço para E. com 3 pisos escalonados com composição semelhante nas fachadas N. e E.: o piso térreo é percorrido por galeria em arcada plena de bandeiras rendilhadas, com os arcos unidos em pares por outros em asa de cesto, com rosetas, cogulhos nas enjuntas e gárgulas sobre os fechos, suportados por colunas esculturadas com motivos vegetalistas e geométricos, de bases facetadas que assentam em balcão estriado sobre mísulas e cordão com discos; a galeria é coberta por tecto apainelado sobre friso de azulejos policromos e a caixa murária revestida por painéis de azulejos figurativos de temática histórica intercalando portas envidraçadas em arco pleno torso, excepto a extrema da fachada E. em arco polilobado envolvendo duplo arco pleno mainelado, com esfera armilar; remate em platibanda de florões intercalados por pináculos de pinha, sobre calabre; 2º piso recuado com janelas em arco pleno de decoração torsa, vegetalista e enastrada, encimado por "caminho de ronda" defendido por merlões com escudos onde se inscrevem cruzes da Ordem de Cristo; 3º piso, recuado, com janelas em arco pleno e rematado por platibanda de merlões piramidais sobre gárgulas zoomórficas e guaritas no cunhal. À direita da fachada N. um arcobotante com contraforte com imagem da Vitória sobre coluna, rematado por grande pináculo esculturado. Segue-se grande torre de cunhais contrafortados de andares onde se inscrevem nichos com imagens de Santos; junto à base, escada que ascende à galeria por arco pleno encimado por pedra de armas com brasão real; no pano da torre um janelão em arco pleno com rosetas e folhagem, cogulhos no extradorso e brasão real no fecho; superiormente as fachadas N., E. e S. são vazadas por janelas em arco pleno e a fachada O. por janelas em arco conopial em 2 andares separados por friso rendilhado; remate em platibanda esculturada com pináculos e gárgulas cantonais. À direita torre facetada, frestada em faces alternadas e rematada por grande coruchéu com esfera armilar de ferro. Casa dos Arcos de 2 pisos: no 1º, arcada de 3 arcos plenos sobre colunas lisas com capitéis de palmetas, a anteceder porta em arco pleno com tímpano, entre 2 janelas de molduras curvilíneas; no 2º piso 3 janelas em arco pleno, 2 nichos com imagens e uma fresta; remate em banda lombarda e cornija sob beiral. CASA DAS PEDRINHAS (ou dos Embrechados): revestida com pequenas pedras brancas, negras, rosa, laranja e vermelho escuro, compondo desenhos geométricos e florais; à esquerda pano recuado com arco em asa de cesto no piso térreo, sob janelão em arco pleno encimado por escudo nacional e cruz, tendo defronte retábulo pétreo flanqueado por colunas grupadas sobre plintos com águia e leão, abrigando pintura mural de Nossa Senhora com o Menino, de Manini, assente em cachorrada com 2 imagens de anjos; à direita 2 janelas rectangulares em 2 andares; pano saliente tendo a E. janelas de ângulo em 2 pisos, a superior com balcão redondo e dividida por colunas com capitéis compósitos onde assenta verga decorada com cruzes; face O. de 4 pisos: no 1º , arco rebaixado e porta rectangular, no 2º, um alpendre para o qual abre arco pleno e 4 janelas rectangulares, no 3º, 6 janelas rectangulares e no 4º , 4 janelas em arco pleno, as centrais geminadas; face S.: parcialmente adossada ao Convento, vazada por janelas rectangulares; remates em beiral. Fachada S.: a mais complexa, com vários corpos adossados, salientes e recuados, de altimetrias diferenciadas. À direita corpo avançado prismático (Floreira) contrafortado nos vértices, sobre pódio com pequenas janelas em arco pleno; 1º piso vazado por duplos arcos plenos mainelados, esculturados com folhagens, grutescos e heráldica, e lateralmente por janelas em arco trilobado; remate em platibanda rendilhada com gárgulas zoomórficas e pináculos cantonais; à esquerda porta em arco pleno com colunas torsas; os pisos superiores, escalonados, repetem o esquema das fachadas N. e E.. Segue-se à esquerda corpo baixo com acesso por escada de 2 lanços opostos e cruzados e terraço corrido sobre 3 arcos dissemelhantes ladeando fonte entre contrafortes facetados, com gárgulas zoomórficas fingidas; o terraço liga a ANEXO de 3 pisos, tendo no 1º porta em arco trilobado, no 2º porta em arco pleno com tímpano de conchas e 2 janelas em arco festonado envolvido por plenos e, no 3º, 3 janelas em arco conopial com florões. CASA DOS BRASÕES: saliente, delimitada por contrafortes diagonais; na face E. 1º piso com janelas em arco trilobado enquadrando arcos plenos torsos sobre colunelos e mísula central, com decoração floral e medalhões com bustos de navegadores; no 2º piso janelas em arco pleno encimado por conopial com motivos vegetalistas e grutescos, e, no extradorso, 2 brasões ladeados por pilastras floridas e arcobotantes que se unem a janelas em arco pleno de intradorso polilobado; remate em cornija sobre calabre, encimada por platibanda rendilhada com gárgulas antropomórficas cantonais; na face S. piso térreo com porta em arco pleno com intradorso de duplo arco unido inferiormente por florão, e bandeira rendilhada, envolvido por grande arco pleno de rosetas, e à direita 2 janelas de duplo arco mainelado com moldura e enquadramento igual ao da porta, intercaladas por cruzes encaixadas em esferas; remate em varandim rendilhado sobre cachorrada; 2º piso: recuado, antecedido de terraço; ao centro janelão de arco pleno de rosetas a envolver outros 2 de intradorso cairelado sobre mainel, com cruz da Ordem de Cristo no tímpano; de cada lado janela de verga em conopial deprimido, encimado por arco polilobado; um friso vegetalista une os 3 vãos; o 3º piso eleva-se em alfiz flanqueado por colunas facetadas vegetalistas, onde se abre janelão semi-circular sobre avental com brasão real entre serpes aladas, sucessivamente emoldurado por arco cairelado com rosetas, arco pleno torso sobre colunelos facetados com decoração floral e série de 15 brasões distritais dispostos sobre arco pleno rendilhado que, no cimo, se eleva em conopial rematado por florão, ladeado por medalhões com bustos clássicos; nos panos laterais os brasões de Lisboa e Porto; remate em platibanda rendilhada com cruzes. Face O com 3 pisos separados por calabres; no 1º janela em arco polilobado imitando corda; no 2º, à direita 2 janelas em arco pleno ladeando brasão com 3 flores-de-liz, superiormente ligadas por arco rebaixado, e, à esquerda 4 janelas idênticas às do corpo recuado da fachada E., a ladear janelão em triplo arco pleno encimado por 2 esferas armilares e óculo enquadrado por grande arco pleno; o 3º piso é vazado por janelas em arco conopial unidas por 2 frisos de cordão; remate em platibanda vegetalista sobre calabre e cornija estriada. ANEXO: baixo com janelas em arco trilobado, óculo e fresta separadas por contrafortes e ao centro porta em arco pleno encimada por conopial com esfera armilar entre cruzes da Ordem de Cristo; remate em cachorrada estilizada. CASA DOS CEDROS (antiga Casa do Cão) com 3 corpos: à direita escada sobre porta rectangular e "loggia" alpendrada cantonal encimada por janela rectangular; remate de merlões; corpo saliente com janelas maineladas nas 2 faces, no 2º piso de verga recta com decoração vegetalista em arcos policêntricos e no 3º janela tripla de verga recta com arcos polilobados e decoração vegetalista; remate em merlões; pano do corpo da esq.: alto, paralelepipédico, superirormente chanfrado, com contraforte no cunhal, provido de nicho, com janela de sacada no 2º piso, janela de ângulo com varandim no 3º e janela rectangular no 4º. Fachada O.: no 1º piso tripla janela de arcos policêntricos e alpendre sobre colunas, no 2º, 2 janelas em arco policêntrico e recto com florão e, no 3º, janela de ângulo e 2 janelas em arco pleno; remate em merlões no pano da direita e em empena flanqueada por beirais no pano da esquerda. Fachada N.: parcialmente adossada ao Convento, com janelas rectangulares em 2 andares. INTERIOR: Átrio da Recepção: à esquerda, 2 vãos com rosetas e cogulhos, à direita, 2 vãos (1 entaipado) em arco conjugando polilobado, conopial e pleno, interligados por segmentos cairelados e em semi-círculo com espelho; passagem para o Átrio da Escada em arco pleno com grutescos e colunas periféricas com entrançado de cordão e folhas sustendo arco torso com folhagem e rosetas; à direita um arco pleno com grutescos envolto por cairelado, festonado e pleno revestido de folhagem, cruz e esfera armilar; cobertura em abóbada polinervada de combados com bocetes florais. Átrio da Escada: ligação ao anterior por meio de grande arco pleno de 4 arquivoltas, decorado na frente e no tardoz com elementos vegetalistas e cordões com anilhas, tendo no topo pequeno conopial e cogulhos no extradorso; do lado oposto fonte com grutescos e taça florida ladeada por 2 arcos plenos, cingidos por conopial apoiado em colunas torsas vegetalistas e decorado com besantes, entrançados e cogulhos no extradorso; sobre a fonte um baldaquino com figura feminina sentada com livro aberto no regaço; ao lado uma porta em arco pleno com grutescos envolvido por conopial torso vegetalista rematado em florão e perfilado por cogulhos; à esquerda da escada, parede revestida com painéis de azulejos figurativos, azuis e brancos, de temática histórica, formando silhar; ao fundo pequena porta em arco conopial de acesso aos sanitários; cobertura em abóbada abatida com polinervuras torsas sobre mísulas, decorada nos interstícios com cordões, elementos florais e heráldica. Antecedem a escadaria 2 arcos rebaixados sobre pilares com grutescos. Salão Nobre (ou de Carlos Reis): à esquerda da Recepção: com paredes revestidas por lambrim de madeira e tela pintada por Carlos Reis, com cenas campestres, enquadrando portas envidraçadas emolduradas em arco pleno com figuração nas enjuntas e 2 portas em arco pleno encimadas por frontão interrompido com busto central, sobre pilares com grutescos e medalhões; lateralmente lareira monumental com pedra assente em colunas torsas, decorada com grutescos a ladear brasão e rematada por 2 urnas e um frontão baixo de aletas, com leões flanqueando imagem de jovem trovador tocando alaúde, de Costa Mota Sobrinho; cobertura em tecto apainelado tripartido em madeira de cedro do Buçaco. Um grande arco pleno ladeado por painéis com grutescos em relevo sobre 2 pares de colunas, faz a passagem para a Sala João Reis (antigo Salão de Leitura e actual Bar), decorada com pintura sobre tela representando cavaleiros; paredas vazadas por 2 arcos plenos sob cornija, assentes em pilastras com grutescos e flores nas enjuntas, e por 2 portas idênticas às do Salão Nobre abrindo para a Sala João Vaz (Restaurante) com paredes revestidas de lambrins de madeira e pinturas com motivos marinhos; do lado da entrada 3 portas em arco pleno com rosetas, troncos revestidos de folhagem e entrançados; do lado oposto grande arco pleno com grutescos e toros torsos com folhagem, ladeado por colunas rematadas por esferas armilares, a dar para a Floreira; a O. porta idêntica às da entrada e a E. arco trilobado envolvido por pleno com rosetas, apoiado em colunas torsas com troncos podados, tendo ao centro pseudo-mainel torso encimado por brasão real; cobertura em tecto apainelado com florões e pingentes. Floreira: vazada em redor por arcos polilobados mainelados, com bandeiras rendilhadas e profusa decoração vegetalista e heráldica, coberta com abóbada polinervada com bocetes florais apoiada em colunas embebidas esculturadas. À direita corredor com lambrim de madeira e chão lajeado, acedendo à Sala Condeixa por porta em arco pleno com rosetas envolta por toro vegetalista e arco recto sobre colunas helicoidais com cogulhos nas enjuntas; nas paredes pendem tapeçarias e a cobertura é em tecto de caixotões com pinturas. Escadaria: de 2 lanços com patamar; na parede fundeira grande janelão com vitrais enquadrado por arco pleno com 2 nichos com imagens mitológicas e decoração vegetalista, nas paredes laterais 2 grandes painéis de azulejos figurativos de temática histórica e pinturas com personagens da história portuguesa; cobre a escadaria uma abóbada polinervada estrelada. Piso superior: a escada finaliza em 2 arcos deprimidos sobre colunas revestidas de grutescos, dando passagem para átrio com lambrim de madeira e couro trabalhado; lateralmente 2 grandes arcos plenos, com decoração torsa e ramos ascendentes frutados e floridos e com representações animais, dão acesso aos corredores dos quartos cujas portas são encimadas por conopiais com cogulhos; cobertura em abóbada abatida com polinervuras de cordões com bocetes florais e grande fecho de folhagem recortada em pingente. Casa dos Brasões: no piso térreo Sala de Jantar dividida por grande arco quebrado de toros unidos por anéis, sobre pilares decorados com grutescos; no corredor da escada que ascende aos 2 pisos dos quartos, um arco cairelado com ramagens em relevo nas enjuntas; o vão da escada é iluminado por janelão tripartido com bandeira envidraçada; as paredes dos quartos são superiormente decoradas com friso relevado e pintado com losangos, a imitar os embrechados da Casa das Pedrinhas; todas as portas são emolduradas em arco conopial de madeira encimado por florão de estuque; o último piso está destinado a arrumos.

Acessos

Avenida Emídio Navarro, em direcção ao Buçaco

Protecção

Categoria: MN - Monumento Nacional / ASA - Área de Sensibilidade Arqueológica, Decreto n.º 5/2018, DR, 1.ª série, n.º 10/2018 de 15 junho 2018 *1 / RAU - Restrições Arquitetónicas e Urbanas, Portaria n.º 44/2018, DR, 2.ª série, n.º 13 de 18 janeiro 2018

Enquadramento

Rural. Localizado na encosta O. da Serra do Buçaco, em pleno coração da Mata Nacional (v. PT020111040014), dentro de cerca murada. Parcialmente adossado e a envolver o antigo Convento Carmelita (v. PT020111040006). Implantado em terreno desnivelado, com inclinação para O. Circunda o imóvel amplo terreiro a E. e O. e jardins de buxo a N. e S. (o mais extenso), tudo envolvido por arruamento e árvores de grande porte. A partir do imóvel estendem-se caminhos calcetados que percorrem a frondosa Mata que inclui pequenas capelas e ermidas que eram parte integrante do referido Convento.

Descrição Complementar

Inúmeros trabalhos neo-renascença da Escola Livre das Artes do Desenho, onde pontificava João Machado, autor das esculturas dos nichos do paramento oposto ao torreão, para além das pinturas de António Ramalho, Carlos Reis (cenas medievais do Grande Salão), João Vaz, Ernesto Condeixa e esculturas de Costa Mota (Trovante-Menestrel a tocar alaúde) e de Costa Mota Sobrinho (bustos dos escritores). AZULEJOS: da autoria de Jorge Colaço, realizados em 1904-1906 na fábrica de Sacavém. Galeria exterior: Painéis de composição figurativa, representando episódios de "Os Lusíadas", de Autos de Gil Vicente e da obra "Menina e Moça" de Bernardim Ribeiro. INTERIOR: Primeiro vestíbulo: seis painéis em monocromia, azul em fundo branco, com cercadura formada por friso azul escuro com motivos ornamentais vegetalistas dourados: 1. O corneteiro do Regimento Dragons 7 (11 x 4 azulejos) . 2. A retirada das tropas francesas e lanceiro morto, assinado J. Colaço; marca Atelier J. Colaço & Gomes Fernandes ( 10,5 x 12 azulejos), (painel tapado com um aquecimento). 3. O general Marbot a dar de beber ao cavalo (11,5 x 5 azulejos). 4. Canhão abandonado no campo de batalha; marca Atelier J. Colaço & Gomes Fernandes ( 11,5 x 6,5 azulejos). 5. Lord Wellington a cavalo; na parte superior da cercadura escudo de armas do duque de Wellington; na parte inferior: dois leões enquadram cartela com a inscrição Lord W; nas cercaduras laterais: escudo de armas de Portugal e escudo de armas do Reino Unido (15 x 10 azulejos). 6. O general Jean Marbot, deitado no chão, a observar o terreno (14 x 12 azulejos). Segundo vestíbulo: 6 paineis em monocromia, azul em fundo branco, com cercadura policroma: 1. Ataque dos batalhões de caçadores, assinado J. Colaço e Atelier J. Colaço & Gomes Fernandes; 1904; cercadura relevada, policroma; nos cantos superiores, em medalhão formado por quatro azulejos policromos, à esquerda o busto do general Gomes Freire de Andrade, à direita, o busto do general João Carlos Saldanha Daun (12 x 18 azulejos). 2. O exército francês a cavalo (marechal André Massena, general Jean Reinier, general Michel Ney, general Jean Marbot); cercadura relevada policroma (verde e amarelo); nos cantos superiores, em medalhão formado por quatro azulejos policromos, à esquerda, o busto do coronel Luis do Rego Barreto; à direita, o busto do coronel José Joaquim Champalimaud (15 x 12 azulejos). 3. Painel representando um lobo ao luar; cercadura relevada policroma (verde e amarelo), (12 x 2 azulejos). 4. Painel organizado em quatro registos ilustrando cenas de "Os Lusíadas"; cercadura polícroma representando vegetação exótica, medalhões com bustos de Índios ou com figuração de animais; na cercadura inferior escudo com cruz de Cristo (7,5 x 35 azulejos). 5. Combate na região do moinho de Sula (reveste a parede exterior do lanço de escada); cercadura relevada polícroma intercalando azulejos com elefantes ( 12 azulejos na parte mais alta x 30 na parte mais comprida). 6. Águia ferida; cercadura relevada policroma (verde e amarelo); 11 x 6,5 azulejos. ESCADARIA: 1º LANCE: parede revestida de azulejos em monocromia, azul em fundo branco, ilustrando um episódio da conquista de Lisboa aos mouros; barra composta por três fiadas de azulejo figurando busto de guerreiros e liões; ao centro cruz de Cristo com o globo terrestre no centro do qual se destaca o escudo de Portugal (37 azulejos na parte mais alta x 47 na parte mais comprida). PATAMAR entre os lances: painel organizado em 2 registos ilustrando episódios da história de Portugal; monocromia, azul em fundo branco inseridos em fundo ornamental policromo; ao centro, em dourado, escudo de Portugal (6 x 44 azulejos). 2º LANCE: Parede revestida de azulejos ilustrando a chegada de Vasco da Gama à Índia; monocromia, azul em fundo branco; barra policroma composta por três fiadas de azulejos representando folhas de palmeira em fundo amarelo intercalando medalhões representando elefantes; nos cantos: medalhão com busto de indiana; medalhão com busto de indiano ( 21, 5 azulejos na parte mais alta x 53,5 na parte mais comprida).

Utilização Inicial

Residencial: palácio real

Utilização Actual

Comercial e turística: hotel

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 19 / 20

Arquitecto / Construtor / Autor

Luigi Manini (cenógrafo); Henrique Eugénio de Castro Rodrigues (desenho técnico); Arquitectos: Nicola Bigaglia, Manuel Joaquim Norte Júnior; José Alexandre Soares; José Paulo dos Santos (intervenções séc. 20, década 80/90); Jorge Colaço (azulejaria); Pintores: António Ramalho, Veloso Salgado, Carlos Reis, João Vaz e Ernesto Condeixa; Escultores: António Augusto Gonçalves, Costa Mota, Costa Mota Sobrinho, João Machado; Empreiteiros: José da Cruz, José Lopes Júnior, José Fernandes Camasão, António Rosa, Joaquim Alves, José Jorge das Neves, Joaquim Gonçalves, Francisco Sequeira, Alexandre Alves, José Lopes e José Dias Pereira; Mestres canteiros: Bernardo António Figueiredo, João das Neves Machado, Manuel Francisco, António de Sousa Lemos; Manoel Cardoso, José Barata, José Fonseca, António Joaquim, Alberto Caetano, José Ferreira e Anacleto Garcia; Mestre Pedreiro: António Bica; Decorador: António Nascimento.

Cronologia

1886 - início de funcionamento de um hotel nas dependências do antigo convento; 1886 - Emídio Navarro convida Manini a apresentar um projecto para a construção de um hotel na Mata do Buçaco, tendo este apresentado um projecto para ser construído nas Portas de Coimbra; 1887, antes de - encomenda feita à firma G. Roda e Figli, sediada em Turim, para o arranjo paisagistico do parque, tendo chegado a Portugal neste ano; 1887 - Luigi Manini risca novo projecto de palacete régio, desta vez com instruções mais claras quanto ao local e ao estilo, com aproveitamento do convento, que tinha perdido a função inicial; 1888 - são fornecidas ao cenógrafo as plantas do levantamento arquitectónico dos anexos do convento, efectuado por Abreu Vital; apesar das vissicitudes da época, o projecto do Bussaco não foi esquecido, e em vez de se construir a residência régia prevista , deveria erguer-se um edifício destinado a servir de hotel, chamado por Emídio Navarro "Palácio do Povo"; por portaria de 18 de Julho o projecto de Luigi Manini, depois das devidas alterações para adaptação a hotel, é aprovado e mandado pôr em execução, tendo sido demolido parte do convento carmelita, o refeitório, as arrecadações, casa do telégrafo, chalet da Administração e as hospedarias; em nome do ministro, Elvino de Brito, então director-geral da agricultura, manda proceder à "reconstrução parcial do plano geral da reconstrução do convento do Bussaco e Anexos", informando que o condutor Henrique Eugénio de Castro Rodrigues é incumbido de detalhar o plano geral do cenógrafo; início dos trabalhos sob a direcção de Ernesto Lacerda; 1889 - Emídio Navarro é substituido por José Coelho no lugar de Ministro das Obras Públicas Comércio e Industria; Luigi Manini inicia os trabalhos de pormenor dos ornatos, completando o plano de construção do hotel, pelo valor aproximado de 300:000 reis mais deslocações, tendo sido entregue a primeira remessa de desenhos em Junho deste ano; 1890 - encontravam-se prontos os detalhes da galeria térrea, os projectos para as escadas, pormenores das gárgulas exteriores, janelas e guarida, decoração dos arcos, nichos e cornijas, desenhos do "cunhal da somidade" e balaustrada, o embasamento e detalhes construtivos da floreira, os desenhos decorativos da parte superior da torre, entre outros; encontravam-se a trabalhar nas obras do hotel onze empreiteiros; Elvino de Brito, Director-Geral da Agricultura, mandou tirar "8 chapas photographicas a fim (...) de poder avaliar o adeantamento das obras" - 5 dos modelos e 3 das obras em construção - ao fotógrafo José Maria dos Santos, da "Photographia Cinimbricense", tendo sido pago o valor de 27.000 reis; Manini recebe, na 2ª quinzena de Outubro, o último pagamento correspondendo a 200:000 reis do orçamento para a reconstrução dos anexos do Convento, determinando o fim da tarefa de ornamentação exterior, estando ainda em falta a entrega dos desenhos do coroamento da torre (ornamentação externa); projecto completo do janelão saliente, contíguo à casa de jantar; desenhos para embrechados; 1891 - é nomeado Ministro das Obras Públicas Comércio e Indústria João Franco Pinto Castelo Branco; Ernesto Lacerda é afastado do processo de recuperação dos anexos do convento, ficando este trabalho a cargo da Direcção Geral das Obras Públicas de Aveiro; as obras avançam lentamente, sendo executadas somente obras de conservação, ficando, no entanto, muito avançadas os trabalhos interiores das casas anexas ao edifício principal; em Abril, Paul Bergamin arrenda o "Restaurant da Matta do Bussaco" que funciona na 2ª e 3ª casas da ala sul dos anexos; a partir de Julho, algumas das dependências da ala sul são exploradas como hotel; 1894 - Manini regressa a Itália; reinício das obras, autorizadas por Portaria do Ministério das Obras Públicas datada de 28 de Julho, entregando de novo a responsabilidade a Ernesto Lacerda que inicia os processos de adjudicação para fornecimento dos materiais e contratos com pedreiros, ajudantes, canteiros e escultores, na sua maioria oriundos da Escola Livre das Artes do Desenho, fundada por António Augusto Gonçalves em 1878, (José Barata e Anacleto Garcia, entre outros); no final do ano as fachadas Nordeste e Sudoeste do hotel apresentavam a volumetria actual; tinha-se iniciado o embasamento da floreira; encontrava-se praticamente concluída a casa dos arcos; 1896 - Augusto Lacerda, através do despacho ministerial de 2 de Junho, é autorizado a celebrar um contrato com Manini que é convidado a regressar a Portugal; Manini assina um contrato com a Administração da Mata que lhe dava a direcção arquitectónica das obras, declarando que se obrigava a fazer todos os projectos e detalhes necessários para a conclusão do hotel e acabamento harmónico das edificações construídas do lado sul do convento, tudo pela quantia de 10.000 francos, pagos em três prestações; a portaria de 18 de Agosto insiste na urgência das obras e Manini inicia nova remessa de desenhos de pormenor para o interior do edifício, estando em 18 de Dezembro prontos os desenhos para a construção do vestíbulo(*2); inicia-se o processo administrativo para os novos concursos públicos das empreitadas; Manuel Francisco, António de Sousa Lemos, Manoel Cardozo e António Joaquim, esculpiam as peças para a galeria; Anacleto Garcia e José Barata terninavam o ornato do "gigante"; continuam as obras da floreira; 1897 - a obra encontra-se preparada para receber a estatuária, tendo Ernesto Lacerda solicitado ao Director da Escola Brotero uma proposta para a execução de quatro peças para a conclusão da fachada norte, desenhadas por Manini (*3); continuação da construção da floreira; reconstrução da casa dos embrechados com o aproveitamento dos materiais da demolição do antigo chalet da administração (*4); em Dezembro, Manini recebe a última prestação do seu contrato, tendo regressado a Lisboa; 1898 - Nicola Bigaglia intervém nas obras do Buçaco, ainda sob o projecto geral de Manini, projectando os detalhes ainda em falta (*5) e iniciando (em final do ano) o projecto de recuperação da Casa dos Cedros (*6); 1899 - era Ministro das Obras Públicas ELvino de Brito, antigo Director Geral da Agricultura; publicação do decreto das cortes gerais em 21 de Julho dando autorização ao governo de, mediante concurso público, ceder a concessão da conclusão das obras do Buçaco, ficando o concessionário obrigado ao depósito de 40:000$000 reis para a conclusão das obras que seriam executadas pela Direcção Geral da Agricultura; conclusão da abóbada da floreira; colocação da escultura alegórica da Vitória; António Augusto Gonçalves recebe a importância de 380:000 reis pela execução das 4 estátuas e 188:000 reis pela execução das asas da figura alegórica da Victoria; execução do arco divisório a colocar entre o salão de baile e a sala de leitura, na oficina de João Machado; fizeram-se os estuques e as pinturas na torre e terminaram-se as águas furtadas; conclusão dos trabalhos interiores de caixilhariae tectos de madeira; 1900 - foram concluídos todos os estuques e pinturas do hotel; 1901 - João Machado, João das Neves Machado e José da Fonseca montam o arco estilo renascença do salão de baile; António Joaquim termina a abóbada do vestíbulo; 1901 - data de 1901 e inscrição 1 de Maio gravadas em cartelas nas portas que dão acesso à sala de jantar; 1902 - José Alexandre Soares foi nomeado arquitecto do quadro das Obras Públicas; novos projectos para a reconstrução da ala sul do convento apresentados por Luigi Manini; colocação da chaminé no salão, lavrada por João Machado; a casa dos Cedros é requisitada para descanso dos ministros e família real; 1903 - a 10 de Setembro, é deferida, pelo Conde de Paçô Vieira, actual ministro das Obras Públicas, Comércio e Indústria, a memória descritiva para as últimas obras decorativas a executar no interior do hotel (*7); são feitos contratos para os diversos trabalhos de pintura e azulejos com os artistas João Vaz, Ernesto Ferreira Condeixa, José Nunes Ribeiro Júnior, Carlos Reis e António Ramalho; José Alexandre Soares risca alguns pormenores arquitectónicos incluídos na obra; 1904 - no mainel dos arcos da escadaria principal aparecem esculpidas as insignias maçónicas - o esquadro e o compasso - e uma cartela com a inscrição: " Aqui há mais quem governe do que quem trabalhe e a data de 20/1/1904"; em Maio, João Nunes Ribeiro Júnior entrega os 54 brasões das cidades e vilas de Portugal destinados às salas nobres; encontravam-se executadas por João Vaz as pinturas decorativas para a sala de jantar pequena; foi rescindido o contrato com António Ramalho, por incumprimento de prazos, para a tarefa de fornecimento de azulejo para a escadaria e galeria, ficando a ter como única tarefa a pintura da escadaria monumental; a 26 de Agosto foi celebrado contrato com Jorge Colaço para decoração, fabrico e assentamento dos azulejos da galeria, da escadaria e dos vestíbulos do piso térreo, sendo as primeira peças entregues em Dezembro; 1904 / 1906 - os azulejos, da autoria de Jorge Colaço, foram realizados na fábrica de Sacavém; 1905 - Manuel Joaquim Norte Júnior projecta edifício anexo às estruturas de Bigaglia e de Soares, obra que viria a funcionar como pavilhão real, chamada Casa dos Brasões; no hotel são concluídos os pavimentos de mármore e madeira; Ernesto Condeixa pintou a tela para o tecto da sala de jantar pequena; deu-se início à decoração da escadaria nobre; aplicação dos azulejos do 1º e 2º vestíbulo com cenas da batalha do Buçaco e dos descobrimentos; colocação dos bustos de de Sá de Miranda, Bernardim Ribeiro, Garcia de Resende e Gil Vicente, esculpidos por Costa Motta; colocadas as estátuas nos baldaquinos da caixa da escada, feitas por António Augusto Gonçalves, da oficina de João Machado; 1906 - Carlos Reis entrega 2 telas representando "um concerto ao ar livre no séc. XV", a 20 de Março; Costa Mota executa a escultura do menestrel a tocar alaúde, entregue a 30 de Junho; a 10 de Setembro foram colocadas as telas em falta; colocação dos painéis de azulejos na galeria de autoria do mestre Jorge Colaço; conclusão da escadaria monumental e dos ornamentos lavrados em pedra; António Ramalho termina a sua tarefa decorativa; é dada como concluída a obra do Buçaco; 1907 - foram concluídas as casas nas imediações do hotel, destinadas aos correios e telégrafos e a casa dos empregados; decorrem as obras da Casa dos Brasões; terminou o anterior arrendamento do hotel e demais casas com Paul Bergamin; foi publicado no DG nº 170 de 2 de Agosto o "Concurso para arrendamento do Grande Hotel do Bussaco e as suas dependências", aberto por Portaria de 1 de Agosto, pelo prazo de 19 anos compreendendo o edifício principal, a casa dos três arcos, o chalet de Santa Teresa, a casa museu, a casa dos Cedros, a casa dos Brazões depois de terminada a sua construção, ficando o concessionário responsável pela electrificação, instalação de um ascensor e construção de uma garagem; é assinado novo contrato, em 12 de Novembro, com Paul Bergamin, celebrado na sequência do comcurso público; 1910 - conclusão das obras do pavilhão real; 1917 - Alexandre de Almeida, a convite de Paul Bergamin, assume o controlo do estabelecimento. No acordo celebrado, o antigo concessionário reserva-se o direito de permanecer no hotel, com a sua governanta , até ao fim dos seus dias; 1920, 22 de Março - celebração de escritura pública com Alexandre de Almeida; 1922 - projecto de Norte Júnior que dá ao edifício a feição actual, ligando a casa dos arcos e a casa das pedrinhas; 1923 - inauguração de um aeródromo no planalto do Buçaco, que servia, igualmente, de campo de golfe e de salão de chá ao ar livre para clientes do hotel; 1935 / 1936 - remodelação total do edifício principal com projecto de Norte Júnior e António Nascimento; 1936 - era arrendatário do Grande Hotel do Buçaco Alexandre de Almeida; 1940 - A DGEMN organiza o processo de classificação da Mata do Buçaco; 1940 - 1941 - conclusão das pinturas murais de Carlos Reis na Sala de Baile; o pintor deixou a seu filho, João Reis, um esboço para decorar a sala de leitura, actual bar, que não chegou a ser executado, tendo sido substituído o projecto inicial por uma tela de 2,80 m x 5,5, colada sobre a parede principal, pela qual foi pago o valor de 30.000$00; 1943, 18 agosto - classificação do Palácio como Imóvel de Interesse Públivo, pelo Decreto n.º 32.973, DG, 1.ª Série, n.º 175; 1996, 06 março - redenominação da classificação para a tornar mais abrangente, pelo Decreto n.º 2/96, DR, 1.ª série-B, n.º 56; 13 maio - Declaração de Retificação corrigindo a designação de Palacete para Palace, Declaração de Retificação, n.º 10-E/96, DR, 1.ª Série-B, n.º 127; 2004, fevereiro - elaboração da Carta de Risco dos edifícios anexos ao palácio pela DGEMN; 2017, 27 junho - publicação do anúncio de projeto de decisão relativo à reclassificação como conjunto de interesse nacional/monumento nacional (MN) do Palace Hotel do Buçaco e mata envolvente, incluindo as capelas e ermidas, Cruz Alta e tudo o que nela se contém de interesse histórico e artístico, em conjunto com o Convento de Santa Cruz do Buçaco, em Anúncio n.º 95/2017, DR, 2.º série, n.º 122.

Dados Técnicos

Paredes autoportantes e estruturas mistas.

Materiais

Cantarias calcárias de pedra de Ançã, de Portunhos e Outil; alvenarias de pedra argamassada e rebocada (exteriores) e tijolo maciço (interior), estuque, azulejo, vidro, ferro, madeira.

Bibliografia

SACRAMENTO, Fr. João do, Cronica dos Carmelitas Descalços, II, Lisboa, 1721; SIMÕES, A. A. da Costa, História do Mosteiro da Vacariça e da Cerca do Bussaco, Coimbra, 1855; MATTOS, Silva e MENDES, Lopes, O Bussaco, Lisboa, 1874; GONÇALVES, Cardoso, No Bussaco, Lisboa, 1905; CASTRO, Augusto Mendes Simões de, Guia histórico do viajante no Bussaco, Coimbra, 1908; GONÇALVES, Nogueira, Inventário Artístico de Portugal. Distrito de Aveiro, VI, Lisboa, 1959, pp. 192 - 199; Ministério das Obras Públicas, Relatório da Actividade do Ministério nos anos de 1957 e 1958, 1º Volume, Lisboa, 1959; Ministério das Obras Públicas, Relatório da Actividade do Ministério nos Anos de 1959, 1º Volume, Lisboa, 1960; História da Arte em Portugal, Vol. 10, Alfa, Lisboa, 1986, pp. 95 - 131; NEVES, Amaro, SEMEDO, Énio, ARROTEIA, Jorge, Aveiro-Do Vouga ao Buçaco, Novos Guias de Portugal, Lisboa, 1989; MACHADO, Manuel Ayres Falcão, Buçaco no passado e no presente, Coimbra, 1990; ANACLETO, Regina, Arquitectura Neomedieval Portuguesa. 1780 - 1924, Vol. I, Coimbra, 1992, pp. 471 - 550; ANACLETO, Regina, O Neomanuelino ou a reinvenção da Arquitectura dos Descobrimentos, Lisboa, 1994; www.drabl.min-agricultura.pt, 24/09/2003; PEREIRA, Denise, Luigi Manini no Buçaco. Os passos da cenografia à arquitectura e as peripécias do processo administrativo, in Monumentos 20, DGEMN, 2004, pp. 50-63; SILVA, Raquel Henriques, O neomanuelino do palace-hotel: pistas para pensar a memória, in Monumentos 20, DGEMN, 2004, pp. 44-49; ANACLETO, Regina, Palace-hotel: projectos de construção, in Monumentos 20, DGEMN, 2004, pp. 64-73; TOSTÕES, Ana, Norte Júnior e o mundo da fantasia no Buçaco, in Monumentos 20, DGEMN, 2004, pp. 74-79; FIGUEIRA, Jorge, SANTOS, José Paulo, Palace-hotel: um projecto de renovação, in Monumentos 20, DGEMN, 2004, pp. 86-91; LEANDRO, Sandra, Pinturas palaceanas: historicismo, fantasia e encenação, in Monumentos 20, DGEMN, 2004, pp. 118-125; MENDES, Valdemar dos Santos, A Batalha do Buçaco: obra azulejar de Jorge Colaço, in Monumentos 20, DGEMN, 2004, pp. 126-133; SANTOS, Rui Afonso, O mobiliário do palace-hotel, in Monumentos 20, DGEMN, 2004, pp. 134-137; http://arqpapel.fa.utl.pt/jumpbox/node/74?def=500px&larg=n159-p17-a1905-m03-d10-total.jpg&deff=, 12 Setembro 2011; http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/74851 [consultado em 21 outubro 2016].

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID, Carta de Risco (anexos), DGEMN/DREMC; Museu do Azulejo (espólio de Jorge Colaço incluindo os projectos para os painéis de azulejo).

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID, Carta de Risco (anexos), DGEMN/DREMC

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN/DSID, Carta de Risco (anexos), DGEMN/DREMC

Intervenção Realizada

1936 - obras de limpeza e conservação das coberturas; 1941 / 1942 - conclusão das pinturas murais na sala de baile e colocação da pintura na sala de leitura; 1959 / 1964 - remodelação de alguns quartos e instalação de novos equipamentos; DGEMN: 1982 / 1983 / 1985 - reparações diversas; DGEMN / Hotel: séc. 20, dédada de 80 e 90 - obras de conservação e renovação no edifício principal; Hotel: obras de renovação e reestruturação da Casa dos Brasões e Casa das Pedrinhas; 1998 - conservação das pinturas sobre tela do salão nobre e sala de jantar, reparação de uma parte do revestimento azulejar exterior e interior; 2005 - consolidação da balaustrada (1º nível), incluindo limpeza; tratamento dos pavimentos em cantaria de 2 terraços (1º piso)

Observações

*1: DOF: Conjunto denominado "Palace Hotel do Buçaco e mata envolvente, incluindo as capelas e ermidas, Cruz Alta e tudo o que nela se contém de interesse histórico e artístico, em conjunto com o Convento de Santa Cruz do Buçaco". *2 - Os desenhos para a construção do vestíbulo incluiam: a estrutura da abóbada e as portas de acesso às várias dependências, a porta de acesso ao escritório, a porta para a sala de baile, o arco do vestíbulo, a porta para a sala de jantar, as portas em frente do arco e da escada e o arco e abóbada do segundo vestíbulo. *3 - "De acordo com os desenhos de Manini, António Augusto Gonçalves propõe o valor de 90$000 para cada estátua da parte românica da fachada, designadamente, para a imagem da virgem e menino com 1,20 m de altura e para as duas imagens de santos, com 1,75 m de altura. Para a parte manuelina, a figura de um anjo alegórico sem asas, com cerca de 5,45 m de altura seria executada pela quantia de 110$000, sendo a pedra fornecida pela Direcção das Obras." (PEREIRA e LUCKHURST). Este orçamento foi aprovado por despacho ministerial de 9 de Junho de 1897. *4 - A autorização para a demolição da antiga casa da administração tem a data de 29 nde Dezembro de 1896. *5 - Estavam em falta, entre outros, os pormenores para os gigantes nos cunhais ou as janelas para o terceiro pavimento. *6 - Nicola Bigaglia recebeu a importância de 600.000 reis "para pagamento do Projecto de Reconstrução da ala sul do Convento do Bussaco", faseado em três prestações - 01 Dezembro de 1898, 01 de Janeiro de 1899 e 01 de Fevereiro de 1899 -. *7 -"Para os vestíbulos são propostos lambris de azulejos, pintura decorativa para os paramentos e pavimentos de mármore. A grande escadaria deveria receber igualmente lambris de azulejo com motivos históricos e pintura decorativa nas paredes e na abóbada inferior. Na sala de bilhar além dos lambris e tecto de madeira seria executada pintura decorativa. As salas nobres mereciam naturalmente maior cuidado. Na sala de jantar o pavimento em madeira seria executado segundo projecto de Manini e as salas de leitura e de baili iriam receber grandes pinturas em tela e doze brazões nos frisos do tecto. Finalmente na galeria exterior seriam colocados painéis de azulejo com desenho especial até à altura das bandeiras das portas. " ( Memória descritiva das obras decorativas do hotel).

Autor e Data

Margarida Alçada 1983 / Carlos Ruão 1996 / Cecília Matias e Lina Oliveira 2003/Paula Correia 2004.

Actualização

Maria Fernandes 2005
 
 
 
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