Palacete Seixas / Instituto Camões - Casa da Lusofonia

IPA.00005789
Portugal, Lisboa, Lisboa, Santo António
 
Palacete revivalista neoclássico, de influência francesa dos finais do séc. 19.
Número IPA Antigo: PT031106140444
 
Registo visualizado 530 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Residencial unifamiliar  Casa  Palacete  

Descrição

Edifício de planta poligonal, massa simples de cinco fachadas com cobertura homogénea em telhado a cinco águas coroada por uma clarabóia. O imóvel desenvolve-se em 5 pisos que incluem cave e sótão sem fenestração exterior. Frontispício formado por duas fachadas simétricas divididas em 3 panos por pilastras sobrepostas que sustentam emtablamento onde assenta ático recuado, revestido a chapa de metal fingindo escamas de ardósia, pintado a preto, figurando mansarda. As fachadas mostram no soco três aberturas gradeadas da cave, tendo um silhar de cantaria ao nível do rés-do-chão e paramento liso no primeiro andar. Na fachada OSO.abre-se porta principal, em madeira pintada, com bandeira de vidro decorado e nas ombreiras, assentes em blocos de cantaria quadrangular, colunas destacadas com capitéis coríntios, com arco pleno com fecho decorado em alto relevo. Duas janelas rectangulares de parapeito e lintel salientes, em cantaria, tendo o lintel decoração lavrada, marcam o pano intermédio. No outro pano onde se encontram as duas fachadas, as janelas são geminadas. Quatro pilastras, desde o embasamento à cornija arquitravada, com capitéis coríntios definem o ritmo dos vãos e acompanham o pano de fundo da fachada. O primeiro andar rasgado por três janelas, uma de sacada com balaústre de cantaria sobrepujando a porta, outra rectangular com lintel decorado e uma última geminada, de sacada com balaústre de cantaria, nas ombreiras colunas de cantaria destacadas com capitéis coríntios, com bandeiras de vidro sob arco de volta perfeita decorado nos fechos, lintel em cantaria saliente decorado. Conjunto rematado por cornija arquitravada em cantaria e um guarda-corpo parcialmente decorado, acusando as pilastras. Segundo andar, a mansarda, revestido a chapa metálica pintada de preto a imitar escamas de ardósia com três aberturas uma rectangular e duas imitando óculos, todas com frontões interrompidos. Cornija de chapa metálica pintada a preto e cobertura rematada com clarabóia. Fachada NO. semelhante à anterior no desenho arquitectónico e no paramento construtivo da fachada. No soco de cantaria quatro aberturas gradeadas da cave; no rés-do-chão quatro janelas rectangulares sendo a da direita geminada, decorada no lintel em frontão de cantaria liso, saliente. No primeiro andar, do lado direito, janela geminada com balaustrada de cantaria e colunas nas ombreiras em tudo semelhante à da fachada OSO., outra janela rectangular com decoração em cantaria e uma janela amarquisada do lado esquerdo, com estrutura de ferro decorada e sacada em cantaria, assente em mísulas decoradas. Fachada NE. virada para o logradouro e área de serviço, tem o pano de fundo rebocado e pintado. Sensivelmente a meio da fachada um corpo mais saliente com cunhais em cantaria donde saiem duas chaminés em cantaria e respectivos chapéus do mesmo material. Seis aberturas da cave gradeadas. No rés-do-chão cinco janelas de bandeira rectangular uma delas com uma grade do peitoril ao pavimento. À esquerda uma marquise de apoio à primitiva cozinha. No primeiro andar cinco janelas de peitoril rectangulares e duas geminadas com bandeiras em semi-círculo. No segundo andar seis janelas, revestimento em chapa de ferro pintado de preto a imitar escamas de ardósia. Duas chaminés salientes em cantaria e respectivos chapéus do mesmo material. Na fachada SE., sem aberturas, foi construido um passadiço de ligação a uma construção moderna. Fachada SSE. , com pano de fundo rebocado e pintado, com algerozes à vista. No soco de cantaria cinco aberturas gradeadas da cave. No rés-do-chão da direita para a esquerda uma janela geminada rectangular, uma porta de serviço de madeira pintada, com bandeira quadrangular de vidro, duas janelas rectangulares e um óculo de iluminação da entrada principal, em vidro. No primeiro andar seis janelas rectangulares sendo duas geminadas com bandeiras de vidro semi-circulares. No segundo andar cinco janelas e revestimento igual aos anteriores.

Acessos

Avenida da Liberdade, n.º 270; Praça Marquês de Pombal, n.º 18; Rua Rodrigues Sampaio, n.º 113

Protecção

Incluído na classificação da Avenida da Liberdade (v. IPA.00005972) e na Zona Especial de Proteção Conjunta dos imóveis classificados da Avenida da Liberdade e área envolvente

Enquadramento

Urbano, isolado, em gaveto, na transição da Avenida para a Rotunda do Marquês de Pombal, contíguo aos edifícios do Banco do Brasil, da Marconi e do Diário de Notícias (v. PT031106140157).

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Residencial: casa

Utilização Actual

Política e administrativa: instituto

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Instituto Camões (Resolução nº 121/97 (2ª série), do Conselho de Ministros, DR 293 de 20 Dezembro 1997)

Época Construção

Séc. 20

Arquitecto / Construtor / Autor

ARQUITECTOS: Luigi Manini (remodelação); Paulino António Pereira Montez (1949); Pedro Vaz (2000); Vitor Manuel de Carvalho Piloto (1949). CONSTRUTOR: Alberto da Cunha (1908 - 1911); Alberto Pedroso da Silva (1900); Guilherme Francisco Baracho (1903 - 1908); António Veiga (1934). ENGENHEIRO: Virgílio Preto (1938).

Cronologia

1900 - início da construção sendo proprietária Carmen Graziella Castilla da Rocha, conforme projecto de arquitecto desconhecido, com as obras dirigidas por Alberto Pedroso da Silva; o lote inicial era definido pela Avenida da Liberdade, Praça Marquês de Pombal, Rua Rodrigues Sampaio e uma área livre a S. / SE.; 1903 - 1908 - como a obra se polongasse, foi entregue ao construtor Guilherme Francisco Baracho; 1908 - propriedade vendida ao industrial Carlos Seixas; 1908 / 1911 - este manda construir, no logradouro com frente para a Rua Rodrigues Sampaio, uma garagem, um galinheiro e uma estufa, efectuado pelo empreiteiro Alberto da Cunha; procede-se ao ajardinamento e construção da horta; 1929 - o industrial Carlos Seixas entrou em falência; 1934 - venda da propriedade a Isaac Jaime Rouffé e à sua mulher D. Fortunata Cohen Rouffé, que levam algumas obras, dirigidas por António Veiga; 1938, 13 Maio - passa à propriedade da Federação Nacional dos Industriais de Moagem por compra em escritura notarial; para adaptação a novas funções, é encarregado de obras no interior o engenheiro Virgílio Preto; 1942 - construção no terreno da antiga horta do edifício do Diário de Notícias; 1948, Setembro - incêndio no 2º andar, sótão e cobertura, danificando a clarabóia; 1949, Março - início da obra de reconstrução da área ardida segundo projecto dos arquitectos Paulino António Pereira Montez e Vitor Manuel de Carvalho Piloto; nesse ano constrói-se o novo edifício para a F.N.I.M. segundo projecto dos mesmos arquitectos ocupando parte do lote e a frente para a rua Rodrigues Sampaio ligando-se este edifício à sede por um passadiço ao nível do 1º andar; 1989, 22 Dezembro - despacho 104/89, da Secretária de Estado da Cultura, DR 293, que determina a abertura de processo de classificação; 1973 - propriedade da EPAC que integrou no seu património os bens da extinta Federação Nacional dos Industriais de Moagem; 1997 - adquirido pelo Instituto Camões, Resolução nº 121/97, DR 293, II Série, de 20 Dezembro; 1999 - projecto de recuperação e adapatação deste edifício, pelos arquitectos Alberto Castro Nunes e António Maia Braga; Fevereiro - elaboração da Carta de Risco do imóvel pela DGEMN; 2000 - projecto de recuperação e adaptação do palacete pela DGEMN, arquitecto Pedro Vaz.

Dados Técnicos

Materiais

Cantaria, madeira, reboco e ferro.

Bibliografia

Monumentos, n.º 9 a n.º 13, n.º 16-22, Lisboa, DGEMN, 1998-2000 e 2002-2005.

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSEP; CML: Levantamento de Lisboa de 1911 por Júlio António Vieira da Silva Pinto, Arquivo do Alto da Eira, pºs. nºs. 3298 e 1125; Instituto Camões

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID, DGEMN/DSEP; CML: Arquivo Fotográfico; Instituto Camões

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN/DSID, Carta de Risco, DGEMN/DSEP; CML: Arquivo do Alto da Eira, pºs. nºs. 3298 e 1125

Intervenção Realizada

FNIM: 1938 - adaptação do edifício ao novo uso; 1949 - nova cobertura e clarabóia danificadas por incêncio ocorrido no ano anterior; INSTITUTO CAMÕES / DGEMN: 1998 / 1999 / 2000 - obras de recuperação e restauro do novo edifício, com restauro das salas nobres e remodelação da cave e sótão para instalar os arquivos e áreas de informática; eliminação de barreiras arquitectónicas; limpeza da fachada e remodelação da cobertura; revisão do lanternim; 2002 - projecto de estruturas; movimento de terras para execução de cave, execução de betão armado em estruturade elevador e palas; demolição de cobertura, pavimento e vãos;execução de pavimento e cobertura; impermeabilização e isolamento térmico em cobertura em terraço e paredes; execução de alvenarias e divisórias em gesso carbonado; revestimento e pinturas em pavimento, paredes e tectos; execução de serralharias e carpintarias e reparação de caixilharia existente; pintura de paredes exteriores; execusão de serralharias e carpintarias e reparação de caixilharia existente: pintura de paredes exteriores; execução de instalação elèctrica; rede de comunicações; sistema de segurança; fornecimento e montagem de elevador; execução da rede de águas e esgotos, ar condicionado e ventilação; 2002 / 2003 - remodelação do Palácio, com salas de exposições, biblioteca especializada e gabinetes de trabalho; 2005 - projecto das acessibilidades; projecto de adaptação de uma dependência a bar.

Observações

Autor e Data

Silva Passos 1999

Actualização

Cândida Silva 2001
 
 
 
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