Torre de Gandufe

IPA.00007274
Portugal, Viseu, Mangualde, Espinho
 
Arquitectura militar, medieval. Torre de planta quadrada, com acentuada verticalidade, de três pisos, com raras fenestrações e robustez da construção. Ruínas de uma primitiva torre, talvez com função residencial, de que subsistem uma fachada e parte de uma segunda, sem quaisquer evidências de função militar, o que poderá ser reforçado pelo facto de se encontrar implantada em zona plana.
Número IPA Antigo: PT021806060024
 
Registo visualizado 549 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Residencial senhorial  Casa nobre  Casa nobre  Tipo torre

Descrição

Planta quadrangular simples, de volumes simples e disposição verticalista das massas. Fachadas em cantaria de granito aparente com aparelho isódomo, tendo embasamentos salientes. Compõe-se, actualmente, por duas fachadas incompletas, a virada a O., ainda com razóavel pano de muro, e a virada a N., reduzida a cerca de um terço da sua largura, passando relativamente pouco do cunhal, perpianho. No interior, são visíveis as mísulas e baldoeiros, de apoio dos vários pisos *1.

Acessos

EN 232, Mangualde - Gouveia, ao Km 3 para Cunha Baixa; por EM, depois de Espinho em Gandufe, a 6,2 Km, na Rua Direita, ou pela EN 234, ao Km 98,5, para Gandufe, ao km 1,4

Protecção

Inexistente

Enquadramento

Peri-urbano, em superfície plana, isolado, junto a arruamentos pavimentados a cubos de granito, bastante estreitos e sinuosos, confiando com zonas agrícolas, algumas protegidas por altos muros, um deles adossado à torre; adossada a esta, surge, também, um portão metálico, de acesso a propriedade particular. Nas imediações, situa-se casa unifamiliar, em alvenaria de tijolo, parcialmente rebocada. Junto à torre, elava-se um enorme poste de electricidade.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Residencial senhorial: casa nobre

Utilização Actual

Cultural e recreativa: marco histórico-cultural

Propriedade

Pública: municipal

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 12 / 14 (conjectural)

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

Séc. 12 - data da primitiva construção da torre *2; séc. 14 - provável data de reedificação do monumento; 1758 - não se encontra referida nas Memória Paroquiais, não revelando qualquer importância de carácter defensivo; 1978, 15 Maio - em sessão camarária desta data, foi deliberada a proposta de classificação de vários imóveis de Mangualde, entre os quais a Torre; 16 Maio - envio de ofício ao Director Geral do Património Cultural, pedindo a classificação como Imóvel de Interesse Público; 2005, 07 dezembro - pedido de parecer da CMMangualde sobre a possível classificação como Imóvel de Interesse Municipal; 2008, 25 janeiro - proposta da DRCCentro de classificação como Imóvel de Interesse Municipal, 2008, 18 fevereiro - Despacho de encerramento do processo de classificação pela sub-diretora do IGESPAR.

Dados Técnicos

Paredes autoportantes.

Materiais

Estrutura em granito.

Bibliografia

SILVA, Valentim, Concelho de Mangualde Antigo Concelho de Azurara da Beira, s.l., s.d.; CORREIA, Alberto, Mangualde Roteiro Turístico, Mangualde, 1987

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

Nada a assinalar.

Observações

*1 - pelas marcas interiores dos apoios dos sobrados, aliado à altura das ruínas que subsistem, seria uma torre de 3 pisos. *2 - segundo a tradição, era de construção anterior, talvez goda, sendo pertença de um senhor de nome Gundulfus ou Gundulfo.

Autor e Data

João Carvalho 1999

Actualização

 
 
 
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