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Edifício e estrutura Estrutura Hidráulica de elevação, extração e distribuição Chafariz / Fonte Chafariz / Fonte Tipo espaldar
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Descrição
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| Espaldar de planta rectangular, simples, e face frontal em cantaria aparente, com as juntas tomadas de cimento, terminada em friso e cornija, sobre a qual evolui a empena, rematada por capeamento de granito ligeiramente saliente, integrando ao centro nicho, em arco apontado, interiormente com abóbada concheada e possuindo mísula desnuda, enquadrado por pilastras. O espaldar possui a meio torneira que substituiu a antiga bica, encimada por cartela rectangular com a inscrição, em duas regras: FONTE DA RAINHA MARCO DE 1789. Frontalmente, a toda a largura do espaldar, dispõe-se tanque de planta rectangular, construído em perpianho de granito, com bordo reforçado por gatos metálicos, e com canal de descarga frontal. No enfiamento da torneira tem três réguas em ferro forjado para suporte de vasilhame, uma delas partida, lançadas perpendicularmente entre o bordo do tanque e o espaldar, onde tem superfície protegida por chapa perfurada do mesmo material. |
Acessos
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| Rua Fonte da Rainha |
Protecção
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| Incluído na Zona de Protecção do Convento e Igreja de São Francisco (v. PT010402420021) |
Enquadramento
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| Urbano, a meia-encosta. Implanta-se no entroncamento da Rua Fonte da Rainha com a Rua de São Francisco, adossada a muro de suporte de terras em alvenaria de xisto que margina o Passeio Público, antecedendo as escadas que dão acesso a esse espaço pelo lado E.; muro mais baixo, contrafortando o primeiro, flanqueia-a. No lado E., serve de encosto a murete também de alvenaria de xisto que margina o passeio da Rua Fonte da Rainha e, no oposto, bloco granítico separa-a de um dos pilares que delimitam o acesso por escada ao Passeio Público. |
Descrição Complementar
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Utilização Inicial
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| Hidráulica: chafariz |
Utilização Actual
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| Cultural e recreativa: marco histórico-cultural |
Propriedade
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| Pública: municipal |
Afectação
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| Sem afectação |
Época Construção
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| Séc. 18 |
Arquitecto / Construtor / Autor
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| Desconhecido. |
Cronologia
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| Séc. 18 - época provável da construção da Fonte do Cano; 1721 - José Cardoso Borges descreve que dentro da cidade só havia três fontes, particulares, uma no Colégio Jesuíta e duas nos mosteiros das religiosas, mas tinha grande número de poços, alguns públicos, e outros particulares, alguns de tão perene manancial que corriam parte do ano pela boca; o autor refere a existência da fonte do Cano nos arredores da cidade; o abastecimento de água devia assim constituir um sério problema na cidade, visto que as fontes públicas existentes se localizavam todas nos arrabaldes; 1739 - carta do juiz de fora, Francisco Machado de Azevedo, a D. João V referindo que, sendo a cidade uma das mais antigas e praça de armas, padecia o defeito de não ter dentro de si "nem uma gota de água, mais que de alguns poços"; a água "de que todos se valem fica fora da cidade"; 1755, 1 Novembro - segundo as Memórias Paroquiais da freguesia de São João Baptista, no dia do terramoto, turvaram-se as águas das fontes por volta de um quarto de hora, pouco mais ou menos, nada mais sucedendo; 1789 - escritura de prazo entre o Senado da Câmara e José Manuel Lopes dá indicação que esta fonte passara a chamar-se de fonte da Rainha e que estava a ser reedificada; no documento reza "hum bocado de campo fragozo que o conselho desta cidade tinha de tras da fonte do Canno desta dita cidade agora intitulada fonte da Rainha" e "hua fonte chamada do Canno e agora adornada com o meo Rial títullo que se anda redificando na mesma cidade"; pelo documento percebe-se que a fonte ficava fora de portas da cidade, nas imediações do quintal do Aljube e de um campo do Conselho. |
Dados Técnicos
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| Sistema estrutural de paredes portantes. |
Materiais
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| Estrutura em alvenaria e cantaria de granito; ferro forjado nas réguas de suporte para vasilhas e na proteção da descarga de superfície e nos gatos de reforço do tanque; cimento nas juntas; cano metálico. |
Bibliografia
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| ALVES, Francisco Manuel, Bragança. Memórias Arqueológicas do Distrito de Bragança, Tomo I, Santa Maria da Feira, Câmara Municipal de Bragança / Instituto Português de Museus - Museu do Abade de Baçal, 2000; CAPELA, José Viriato, BORRALHEIRO, Rogério, MATOS, Henrique, As Freguesias do Distrito de Bragança nas Memórias Paroquiais de 1758. Memórias, História e Património, Braga, 2007; RODRIGUES, Luís Alexandre, Bragança no século XVIII. Urbanismo. Arquitectura, vol. 1, Bragança, Junta de Freguesia da Sé, 1997; SOUSA, José, Fontes de Bragança, in Brigantia, vol. 1, nº 0, Bragança, Assembleia Distrital, 1981, pp. 133-134; http://jf-santamaria.pt, 20 Outubro 2010. |
Documentação Gráfica
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Documentação Fotográfica
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| IHRU: DGEMN/DSID, SIPA |
Documentação Administrativa
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Intervenção Realizada
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| CMBragança: séc. 20 - substituição da bica por torneira e colocação de suporte para vasilhas em ferro forjado. |
Observações
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Autor e Data
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| Armando Redentor e Carla Cruz 2002 |
Actualização
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