Fonte do Cano / Fonte da Rainha

IPA.00018680
Portugal, Bragança, Bragança, União das freguesias de Sé, Santa Maria e Meixedo
 
Arquitectura infraestrutural, setecentista. Fonte de espaldar, de planta rectangular e face principal em cantaria, com cartela inscrita e uma bica central terminado em friso e cornija, encimada por empena integrando ao centro nicho concheado. Frontalmente possui tanque de planta rectangular.
Número IPA Antigo: PT010402420104
 
Registo visualizado 332 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Estrutura  Hidráulica de elevação, extração e distribuição  Chafariz / Fonte  Chafariz / Fonte  Tipo espaldar

Descrição

Espaldar de planta rectangular, simples, e face frontal em cantaria aparente, com as juntas tomadas de cimento, terminada em friso e cornija, sobre a qual evolui a empena, rematada por capeamento de granito ligeiramente saliente, integrando ao centro nicho, em arco apontado, interiormente com abóbada concheada e possuindo mísula desnuda, enquadrado por pilastras. O espaldar possui a meio torneira que substituiu a antiga bica, encimada por cartela rectangular com a inscrição, em duas regras: FONTE DA RAINHA MARCO DE 1789. Frontalmente, a toda a largura do espaldar, dispõe-se tanque de planta rectangular, construído em perpianho de granito, com bordo reforçado por gatos metálicos, e com canal de descarga frontal. No enfiamento da torneira tem três réguas em ferro forjado para suporte de vasilhame, uma delas partida, lançadas perpendicularmente entre o bordo do tanque e o espaldar, onde tem superfície protegida por chapa perfurada do mesmo material.

Acessos

Rua Fonte da Rainha

Protecção

Incluído na Zona de Protecção do Convento e Igreja de São Francisco (v. PT010402420021)

Enquadramento

Urbano, a meia-encosta. Implanta-se no entroncamento da Rua Fonte da Rainha com a Rua de São Francisco, adossada a muro de suporte de terras em alvenaria de xisto que margina o Passeio Público, antecedendo as escadas que dão acesso a esse espaço pelo lado E.; muro mais baixo, contrafortando o primeiro, flanqueia-a. No lado E., serve de encosto a murete também de alvenaria de xisto que margina o passeio da Rua Fonte da Rainha e, no oposto, bloco granítico separa-a de um dos pilares que delimitam o acesso por escada ao Passeio Público.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Hidráulica: chafariz

Utilização Actual

Cultural e recreativa: marco histórico-cultural

Propriedade

Pública: municipal

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 18

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

Séc. 18 - época provável da construção da Fonte do Cano; 1721 - José Cardoso Borges descreve que dentro da cidade só havia três fontes, particulares, uma no Colégio Jesuíta e duas nos mosteiros das religiosas, mas tinha grande número de poços, alguns públicos, e outros particulares, alguns de tão perene manancial que corriam parte do ano pela boca; o autor refere a existência da fonte do Cano nos arredores da cidade; o abastecimento de água devia assim constituir um sério problema na cidade, visto que as fontes públicas existentes se localizavam todas nos arrabaldes; 1739 - carta do juiz de fora, Francisco Machado de Azevedo, a D. João V referindo que, sendo a cidade uma das mais antigas e praça de armas, padecia o defeito de não ter dentro de si "nem uma gota de água, mais que de alguns poços"; a água "de que todos se valem fica fora da cidade"; 1755, 1 Novembro - segundo as Memórias Paroquiais da freguesia de São João Baptista, no dia do terramoto, turvaram-se as águas das fontes por volta de um quarto de hora, pouco mais ou menos, nada mais sucedendo; 1789 - escritura de prazo entre o Senado da Câmara e José Manuel Lopes dá indicação que esta fonte passara a chamar-se de fonte da Rainha e que estava a ser reedificada; no documento reza "hum bocado de campo fragozo que o conselho desta cidade tinha de tras da fonte do Canno desta dita cidade agora intitulada fonte da Rainha" e "hua fonte chamada do Canno e agora adornada com o meo Rial títullo que se anda redificando na mesma cidade"; pelo documento percebe-se que a fonte ficava fora de portas da cidade, nas imediações do quintal do Aljube e de um campo do Conselho.

Dados Técnicos

Sistema estrutural de paredes portantes.

Materiais

Estrutura em alvenaria e cantaria de granito; ferro forjado nas réguas de suporte para vasilhas e na proteção da descarga de superfície e nos gatos de reforço do tanque; cimento nas juntas; cano metálico.

Bibliografia

ALVES, Francisco Manuel, Bragança. Memórias Arqueológicas do Distrito de Bragança, Tomo I, Santa Maria da Feira, Câmara Municipal de Bragança / Instituto Português de Museus - Museu do Abade de Baçal, 2000; CAPELA, José Viriato, BORRALHEIRO, Rogério, MATOS, Henrique, As Freguesias do Distrito de Bragança nas Memórias Paroquiais de 1758. Memórias, História e Património, Braga, 2007; RODRIGUES, Luís Alexandre, Bragança no século XVIII. Urbanismo. Arquitectura, vol. 1, Bragança, Junta de Freguesia da Sé, 1997; SOUSA, José, Fontes de Bragança, in Brigantia, vol. 1, nº 0, Bragança, Assembleia Distrital, 1981, pp. 133-134; http://jf-santamaria.pt, 20 Outubro 2010.

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID, SIPA

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

CMBragança: séc. 20 - substituição da bica por torneira e colocação de suporte para vasilhas em ferro forjado.

Observações

Autor e Data

Armando Redentor e Carla Cruz 2002

Actualização

 
 
 
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