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Conjunto arquitetónico Edifício Residencial unifamiliar Habitação
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Descrição
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| "(para) aproximadamente mil habitantes, e com uma densidade relativamente elevada procurar-se-á uma imagem de urbanidade que se opõe à já habitual dispersão de edifícios, de maior ou menor altura, em espaços abertos. Retoma-se o conceito de rua e revêem-se os critérios de concepção de espaços livres que, neste caso, serão concentrados em áreas de considerável extensão. Adopta-se o sistema de implantações paralelas numa apertada malha onde se alternam, ao longo de pequenas vias locais de circulação automóvel, blocos com cinco pisos correspondentes à sobreposição de dois fogos por módulo (sendo os de cota superior servidos por galeria) e bandas de habitação familiar com três pisos. Uma segunda grelha intermédia, de vias de menor importância permitirá o acesso automóvel e de peões aos pátios das casas em banda ou aos estacionamentos cobertos por blocos. Uma rede de espaços de estar ao ar livre, constituindo percursos de peões que cortam transversalmente a citada malha, estabelecerá as ligações entre os diversos pontos da zona e os passeios dos arruamentos principais, arborizados e mais largos junto das moradias. Pretende-se que a economia resultante da correta utilização de espaços verdes públicos reverta em favor da criação de ambientes mais propícios ao estabelecimento das relações de vizinhança. Recusa-se o uso já generalizado de espaços abertos que, na maioria dos caso, pela sua inadequada dimensão, pela indevida apropriação dos utentes ou pela ausência de tratamento, terão a sua função adulterada. As construções, por se situarem próximas, serão de reduzida altura, facilitando uma relação mais íntima com o terreno e a criação de espaços intersticiais de escala acolhedora. Libertam-se zonas que, devidamente localizadas e dimensionadas, poderão tornar-se espaços arborizados a utilizar como pequenos parques onde se poderão implantar equipamentos especiais. Ocupando uma posição central, e junto à escola pré-primária, existirá comércio de escala local. Um centro, cuja influência ultrapassará os limites da zona, será construído à sua ilharga, com equipamentos diversificados (…). A linguagem empregue nos edifícios de habitação cujos projetos viriam a ser feitos na sequência do plano, fará uso de um vocabulário próximo da plástica racionalista" (FERNANDEZ:183-184). |
Acessos
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| Rua Diogo de Silves; Rua Gonçalo Nunes |
Protecção
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| Inexistente |
Enquadramento
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| Urbano, situado em encosta, na área urbana do Restelo (v. IPA.00011104), entre o Plano das Moradias e a área das Torres do Restelo. |
Descrição Complementar
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| "Nuno Teotónio Pereira desenhou precisamente essa transição [entre as moradias e as torres], abrindo caminho para as futuras intervenções na envolvente" (SANTA-RITA:8). "a intervenção espelha o regresso à cidade tradicional, à reflexão em torno da rua e do quarteirão, assente num programa diversificado do ponto de vista das Tipologias de Habitação que o compõem" (SANTA-RITA:9)." "uma das riquezas do conjunto é a diversidade de Tipologias de Habitação, proporcionando modos de habitar diversos, sobretudo se tivermos em conta o momento e o contexto em que o conjunto foi edificado, permitindo o acesso à Habitação numa zona privilegiada de Lisboa, na qual tardavam e escasseavam novas oportunidades, em alternativa ao consolidado Bairro das Moradias ou às Torres localizadas na proximidade" (SANTA-RITA:19). |
Utilização Inicial
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| Não aplicável |
Utilização Actual
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| Não aplicável |
Propriedade
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| Privada: pessoas singulares |
Afectação
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| Sem afetação |
Época Construção
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| Séc. 20 |
Arquitecto / Construtor / Autor
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| ARQUITETO: Nuno Teotónio Pereira; Pedro Viana Botelho; Nuno Portas, João Paciência |
Cronologia
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| 1938-1940 - Elaboração do Plano de Urbanização da Encosta da Ajuda pelo arquiteto urbanista Faria da Costa, integrado no Plano Geral de Urbanização de Étienne de Groër. Cidade-jardim e moradias de baixa densidade; 1953-1954 - Expansão e revisão para maior densidade habitacional por parte de Faria da Costa e do GEU; 1970-1972 - Nuno Teotónio Pereira e Pedro Viana Botelho desenvolvem o Plano de Pormenor da Zona do Restelo; 1984-1985 - projeto de arquitetura; 1987 - execução do projeto; 1988 - menção honrosa do prémio Valmor, com os edifícios nºs 31 a 45 da rua Gonçalo Nunes - "Quarteirão Rosa". |
Dados Técnicos
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Materiais
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Bibliografia
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| AA.VV. - Guia da Arquitetura de Lisboa, 1948-2013. Lisboa: A+A Books, pp. 103-105; Bairro do Restelo, Lisboa, Portugal - Nuno Teotónio Pereira, Pedro Viana Botelho, João Paciência, "Habitar em colectivo: arquitectura portuguesa antes do SAAL" / coord. Ana Vaz Milheiro; org. Filipa Fiúza, Hugo Coelho, João Cardim. - Lisboa, ISCTE, 2009. - p. 99-105; PEREIRA, Nuno Teotónio, Nuno Portas, Pedro Botelho, João Paciência, Dossier Restelo: Plano de Pormenor, CML 1971, Arquitectura, 4.ª série, Maio 1974, nº 130, p. 11-13; PEREIRA, Nuno Teotónio, PACIÊNCIA João - Quarteirão Rosa. In L'Architecture d'Aujourd'Hui, Mai./Jun. 1976, n.º 185, p. 27-29; PEREIRA, Nuno Teotónio - Habitação Colectiva / Pluri-familiar / Agrupada. In FERNANDES, José Manuel - Património arquitectónico moderno do contexto internacional ao concelho de Oeiras. Oeiras: Câmara Municipal de Oeiras, 2005; TOSTÕES, Ana, Portugal: arquitectura do século XX - Plano do Alto do Restelo / Nuno Teotónio Pereira, Nuno Portas, Pedro Botelho, João Paciência, Jornal Arquitectos, Agosto 1998, n.º 185, pp.12-21; FERNANDEZ, Sérgio, Percurso Arquitetura Portuguesa 1930-1974, FAUP, 1988 [1985]; SANTA-RITA, João, «100 anos de Nuno Teotónio Pereira e da sua obra, um resgate emotivo», Cidade [Online], 45|2022, posto online no dia 29 dezembro 2022, consultado a 27 abril 2026. URL: http://journals.openedition.org/cidades/6589 |
Documentação Gráfica
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Documentação Fotográfica
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| IHRU: DGEMN/DSID; SIPA |
Documentação Administrativa
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Intervenção Realizada
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Observações
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| EM ESTUDO |
Autor e Data
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| Teresa Ferreira 2011 |
Actualização
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| Anouk Costa 2014 Josina Almeida abril 2026 |
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